O combate ao câncer de mama no Brasil entra em uma nova fase marcada por avanços concretos nas políticas públicas de saúde. O Ministério da Saúde anunciou, neste mês de outubro, um conjunto de medidas que ampliam o acesso à prevenção, modernizam o tratamento e fortalecem o cuidado integral às pacientes. Entre as principais mudanças estão a ampliação da faixa etária para realização de mamografias no Sistema Único de Saúde (SUS), a incorporação de um medicamento de última geração no tratamento de casos agressivos da doença, a criação de um auxílio financeiro para pacientes em radioterapia e a implantação de uma portaria nacional que reforça o modelo de atendimento integrado e resolutivo — prática já consolidada com sucesso pela Casa Rosa, em Campo Grande.
À frente dessa transformação, o vereador e médico mastologista Dr. Victor Rocha, presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal e membro do Departamento de Políticas Públicas da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), tem sido uma das vozes mais ativas na defesa de um sistema de saúde público mais ágil, humano e efetivo. Idealizador da Casa Rosa, projeto que se tornou referência nacional em diagnóstico e tratamento precoce do câncer de mama, ele vê nas novas diretrizes do Ministério um reconhecimento daquilo que já vem sendo feito com resultados comprovados em Mato Grosso do Sul.
“Essas medidas representam o fortalecimento de um SUS mais próximo das mulheres, que valoriza a prevenção e prioriza o tempo certo para o diagnóstico e o tratamento. É exatamente esse o princípio que aplicamos todos os dias na Casa Rosa: acolher, diagnosticar e tratar com agilidade e resolutividade, salvando vidas”, destacou o parlamentar.
A ampliação do acesso à mamografia pelo SUS, agora disponível para mulheres a partir dos 40 anos — mesmo sem sintomas —, representa um avanço histórico. A faixa etária anterior previa o exame preventivo apenas a partir dos 50 anos, o que retardava o diagnóstico em muitos casos. Com a nova política, o rastreamento será mantido até os 74 anos, o que aumenta as chances de identificar a doença ainda em estágios iniciais, quando o índice de cura ultrapassa 90%. Para o Dr. Victor Rocha, essa mudança reflete o esforço conjunto de profissionais de saúde e entidades especializadas que há anos defendem o diagnóstico precoce como principal ferramenta para reduzir a mortalidade feminina por câncer de mama.
“Quando o exame é realizado no momento certo, há uma verdadeira revolução no tratamento. Detectar cedo significa evitar cirurgias mutilantes, preservar a qualidade de vida e salvar milhares de mulheres em todo o país”, enfatizou o médico.
Outra medida de grande impacto anunciada pelo Ministério da Saúde foi a incorporação do medicamento Trastuzumabe Entansina — uma terapia moderna indicada para casos de câncer de mama tipo HER2 positivo, um dos mais agressivos e de difícil controle. O investimento de R$ 160 milhões permitirá beneficiar mais de mil pacientes até o fim de 2025, oferecendo uma alternativa capaz de reduzir em até 50% as taxas de mortalidade neste grupo.
De acordo com Dr. Victor Rocha, a disponibilização desse medicamento na rede pública representa um marco na luta contra o câncer de mama. “Ver um tratamento tão eficaz e antes restrito a clínicas particulares ser oferecido pelo SUS é uma conquista da ciência, da empatia e da justiça social. Cada nova paciente que terá acesso a essa medicação é uma vitória do sistema público e da vida”, declarou.
Entre as inovações, também foi publicada uma portaria inédita que reforça o modelo de atendimento integrado e resolutivo. Essa diretriz estabelece que as redes de atenção oncológica devem ser estruturadas para garantir agilidade, acolhimento e continuidade no cuidado. O objetivo é reduzir o tempo entre a suspeita da doença e o início do tratamento, considerado um fator determinante para a sobrevivência das pacientes.

Esse formato é o mesmo aplicado na Casa Rosa, idealizada e coordenada pelo Dr. Victor Rocha. O projeto já realizou mais de 12 mil atendimentos e diagnosticou 230 casos de câncer de mama desde sua inauguração em 2021. Na unidade, as pacientes recebem consultas, exames de imagem e biópsias no mesmo dia, eliminando filas e burocracias. Todo o acompanhamento é gratuito, realizado pelo SUS, com uma equipe multidisciplinar que garante atendimento humanizado e rápido.
“O que o Ministério agora reconhece nacionalmente é o que já testamos e comprovamos em Campo Grande: quando o atendimento é resolutivo, o tratamento começa mais cedo, o sofrimento diminui e as chances de cura aumentam. Esse é o SUS que queremos e podemos construir”, ressaltou o vereador.
Além dessas medidas, o Ministério da Saúde também criou um auxílio financeiro voltado a pacientes em tratamento de radioterapia. O benefício tem como meta custear despesas com transporte, alimentação e hospedagem, evitando a interrupção do tratamento por falta de recursos. A iniciativa atende a uma demanda antiga de pacientes de baixa renda que, muitas vezes, abandonavam o tratamento por não conseguirem arcar com os custos das viagens até os centros de atendimento.
“Esse auxílio é um ato de dignidade. Nenhuma mulher deve escolher entre comer ou tratar-se. Garantir que todas possam chegar ao hospital e concluir seu tratamento é um gesto de humanidade que reforça a essência do SUS”, destacou Dr. Victor Rocha.
Durante o Outubro Rosa, a Casa Rosa intensificou suas ações, promovendo mutirões de atendimento, palestras e campanhas educativas em bairros e comunidades de Campo Grande, além de levar suas ações ao interior de Mato Grosso do Sul. As atividades têm como objetivo principal reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, pilares fundamentais na luta contra o câncer de mama.
Com a soma de esforços entre o governo federal, as prefeituras e os profissionais da saúde, o Brasil caminha para um novo patamar de cuidado oncológico. As mudanças sinalizam um sistema público mais moderno, inclusivo e eficiente. Para Dr. Victor Rocha, o momento é de transformação e esperança. “A Casa Rosa mostra que o SUS pode ser resolutivo, acolhedor e transformador. Cada atendimento é uma história reescrita, uma mulher salva e uma família com mais motivos para acreditar na vida”, concluiu o médico e parlamentar.
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