Mato Grosso do Sul, 16 de junho de 2026
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Dr. Victor Rocha tem projeto aprovado para ampliar proteção aos pacientes e fortalecer acompanhamento após alta hospitalar

Proposta cria programa municipal para garantir suporte médico, psicológico e social após saída dos hospitais, reduzindo riscos de complicações e reforçando a continuidade do tratamento
Foto: Izaias Medeiros
Foto: Izaias Medeiros

A Câmara Municipal de Campo Grande deu um passo importante para o fortalecimento da assistência à saúde ao aprovar, em primeira discussão, o Projeto de Lei 11.893/25, que institui o Programa Municipal de Acompanhamento Pós-Alta Hospitalar. A iniciativa, apresentada pelo vereador e médico mastologista Dr. Victor Rocha, busca assegurar que pacientes continuem recebendo suporte especializado após deixarem unidades hospitalares, ampliando a segurança durante o processo de recuperação e contribuindo para a redução de novas internações.

A proposta surge em um momento em que a continuidade do cuidado tem sido apontada como uma das principais estratégias para melhorar os resultados dos tratamentos médicos e garantir maior qualidade de vida aos pacientes. Muitas vezes, a alta hospitalar representa apenas uma etapa da recuperação, exigindo acompanhamento constante para evitar complicações e assegurar que todas as orientações médicas sejam cumpridas corretamente.

O projeto prevê que a Secretaria Municipal de Saúde seja responsável pela coordenação das ações, promovendo um atendimento integrado e multidisciplinar. A intenção é criar uma rede de apoio capaz de acompanhar o paciente durante os meses seguintes à alta, oferecendo orientações, monitoramento clínico e suporte emocional tanto para os pacientes quanto para seus familiares.

Pela proposta aprovada, os atendimentos poderão ser realizados de diferentes formas, respeitando as necessidades de cada caso. Entre as alternativas previstas estão visitas domiciliares realizadas por equipes de saúde, consultas presenciais nas unidades da rede municipal e atendimentos por telemedicina, ferramenta que vem ganhando cada vez mais espaço como forma de ampliar o acesso aos serviços de saúde.

O acompanhamento será conduzido por equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais que poderão atuar de forma integrada conforme a necessidade apresentada por cada paciente. O objetivo é oferecer uma assistência completa, capaz de contemplar não apenas os aspectos físicos da recuperação, mas também os impactos emocionais e sociais decorrentes de doenças, cirurgias ou tratamentos prolongados.

Entre as principais atribuições do programa está o monitoramento contínuo da evolução clínica dos pacientes. A iniciativa permitirá identificar precocemente possíveis intercorrências, evitando o agravamento de quadros de saúde e possibilitando intervenções rápidas sempre que necessário.

Outro aspecto importante previsto no projeto é o apoio às famílias. Muitas vezes, após a alta hospitalar, parentes e cuidadores assumem responsabilidades relacionadas ao tratamento sem possuir orientação adequada. O programa pretende oferecer informações sobre medicações, alimentação, cuidados específicos e sinais de alerta que possam indicar a necessidade de retorno imediato ao atendimento médico.

A proposta também contempla o encaminhamento dos pacientes para serviços complementares da rede pública sempre que houver necessidade. Isso inclui consultas especializadas, exames, tratamentos de reabilitação, acompanhamento psicológico e programas de assistência social, fortalecendo a integração entre diferentes áreas do sistema público de atendimento.

Dr. Victor Rocha destacou que a iniciativa está alinhada aos princípios da medicina moderna, que prioriza o acompanhamento contínuo e a atenção integral ao paciente. Segundo ele, o período após a alta costuma ser um dos momentos mais delicados do tratamento, quando surgem dúvidas, inseguranças e riscos que podem comprometer a recuperação.

A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas de atuação médica permitiu ao parlamentar observar a importância de um acompanhamento estruturado após procedimentos cirúrgicos e tratamentos clínicos. Em muitos casos, a identificação rápida de alterações no quadro de saúde faz a diferença entre uma recuperação tranquila e a necessidade de uma nova internação.

O texto estabelece que o acompanhamento poderá ocorrer por até 90 dias após a alta hospitalar. Entretanto, o prazo poderá ser ampliado sempre que a equipe responsável entender que a continuidade do atendimento é necessária para garantir melhores resultados ao paciente.

Além dos benefícios diretos à população, especialistas apontam que programas desse tipo contribuem para reduzir a sobrecarga nos hospitais. Com acompanhamento adequado, há diminuição dos índices de reinternação, redução da procura por atendimentos emergenciais e melhor utilização dos recursos disponíveis na rede pública.

Outro ponto considerado relevante é a utilização da telemedicina como ferramenta complementar. O modelo permite ampliar a cobertura dos atendimentos, reduzir deslocamentos desnecessários e facilitar o contato entre pacientes e profissionais de saúde, especialmente em situações que exigem apenas acompanhamento e orientação.

A proposta também busca aproveitar estruturas já existentes na rede municipal de saúde, permitindo a implementação das ações de forma integrada aos serviços atualmente oferecidos. Dessa forma, o programa poderá atuar como um mecanismo de fortalecimento da assistência sem necessidade de grandes alterações estruturais.

A aprovação em primeira discussão representa uma etapa importante do processo legislativo. O projeto ainda será submetido a nova votação no plenário da Câmara Municipal. Caso receba aprovação definitiva, seguirá para análise do Executivo Municipal, que decidirá sobre a sanção e posterior implementação da medida.

A iniciativa reforça o debate sobre a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à humanização da saúde, garantindo que o atendimento não seja interrompido no momento da alta hospitalar. A proposta busca transformar a recuperação em um processo mais seguro, acompanhado e eficiente, beneficiando milhares de pacientes que dependem dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde em Campo Grande.

Com a criação do Programa Municipal de Acompanhamento Pós-Alta Hospitalar, a expectativa é fortalecer a continuidade do tratamento, reduzir complicações evitáveis e ampliar a qualidade da assistência prestada à população, consolidando uma política de saúde mais integrada e voltada às necessidades reais dos pacientes.

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