Mato Grosso do Sul, 23 de julho de 2026
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Drone é derrubado antes de entregar cocaína e celular em presídio de segurança máxima de Campo Grande

Ação rápida de policiais penais impediu que equipamento lançasse drogas e aparelho telefônico na Penitenciária de Segurança Máxima; material foi apreendido e investigação tenta identificar responsáveis pela tentativa de abastecimento da unidade
Foto: Gerada por IA | Adriano Hany
Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

Uma tentativa de abastecer detentos com drogas e aparelho celular foi frustrada após a atuação rápida de policiais penais na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, localizada no Jardim Noroeste. Um drone que sobrevoava o pátio da unidade transportando um pacote com cocaína e um telefone celular foi derrubado antes que conseguisse concluir a entrega, evitando que o material ilícito chegasse ao destino.

A ocorrência reforça um tipo de crime que vem preocupando as autoridades do sistema prisional. O uso de drones para transportar drogas, celulares, carregadores e outros objetos proibidos tem sido uma estratégia cada vez mais utilizada por organizações criminosas para tentar manter contato entre presos e integrantes que permanecem em liberdade.

A movimentação suspeita foi percebida pelos policiais penais durante o período da noite, quando o equipamento começou a sobrevoar a área interna da unidade prisional. Ao identificar a presença do drone, os servidores organizaram uma resposta imediata para impedir que a carga fosse lançada dentro do presídio.

Durante a operação, um interno que desempenhava atividade autorizada pela administração da unidade auxiliou os policiais na tentativa de alcançar o equipamento. Utilizando rodos e vassouras, a equipe conseguiu atingir o drone, fazendo com que ele perdesse estabilidade e caísse sobre o telhado da penitenciária.

Após a queda, foi necessário realizar o acesso ao local onde o equipamento permaneceu. Com a autorização para entrada na área, os policiais localizaram o drone e constataram que havia um invólucro preso ao aparelho.

No pacote estavam um telefone celular Samsung A16 5G e uma porção de substância com características semelhantes à cocaína. Todo o material foi imediatamente recolhido e separado para os procedimentos de apreensão.

A descoberta reforçou a suspeita de que o voo tinha como objetivo abastecer algum detento da unidade prisional, prática considerada comum entre grupos criminosos que tentam manter comunicação clandestina com internos.

Logo após a apreensão, a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio na ocorrência e garantir o registro oficial dos fatos. Em seguida, o drone, o aparelho celular e a droga foram encaminhados para a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico, onde passaram a integrar o procedimento investigativo.

Agora, a Polícia Civil busca identificar quem pilotava o equipamento, de onde o voo foi iniciado e quem seria o destinatário da carga dentro da penitenciária.

As investigações também deverão utilizar imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas imediações do presídio, além de outras ferramentas que possam indicar a rota percorrida pelo drone antes da tentativa de entrega.

Especialistas em segurança apontam que o uso de aeronaves não tripuladas representa um dos maiores desafios atuais para o sistema penitenciário. Pequenos, silenciosos e capazes de transportar objetos relativamente pesados, esses equipamentos permitem que criminosos tentem burlar os rígidos esquemas de fiscalização existentes nas unidades prisionais.

Nos últimos anos, operações semelhantes têm sido registradas em diferentes estados brasileiros, levando administrações penitenciárias a reforçar protocolos de vigilância e ampliar o treinamento das equipes para identificar rapidamente qualquer movimentação aérea considerada suspeita.

Além dos celulares, frequentemente utilizados para manter comunicação entre presos e integrantes de facções criminosas, drones também costumam ser empregados para transportar drogas, chips telefônicos, carregadores, armas artesanais e outros materiais proibidos.

A rápida atuação dos policiais penais impediu que mais uma tentativa desse tipo tivesse êxito em Campo Grande. A apreensão do equipamento, da droga e do telefone representa mais um golpe contra ações criminosas voltadas ao abastecimento clandestino do sistema prisional, enquanto a investigação prossegue para localizar todos os envolvidos na operação.

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