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Mato Grosso do Sul, 24 de abril de 2024
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Ex-comandante do Exército disse a Bolsonaro que não havia prova de fraude nas urnas

Em seu depoimento à Polícia Federal, Freire Gomes também disse que era contra as iniciativas golpistas por parte do ex-presidente
Foto: Adriano Machado/Crusoé
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Ex-comandante do Exército, o general Marco Antônio Freire Gomes afirmou em seu depoimento à Polícia Federal (PF) que disse ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em mais de uma ocasião, que não havia nenhuma prova de fraude nas urnas eletrônicas.

No depoimento, o general também afirmou ter se manifestado contra iniciativas golpistas por parte de Bolsonaro que pudesse impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O posicionamento do ex-comandante foi dito tanto em reuniões com o próprio ex-presidente quanto em discussões reservadas no Ministério da Defesa.

Na última sexta-feira (1/3), Freire Gomes respondeu a cerca de 250 perguntas sobre os dias finais de sua chefia no Exército.

De acordo com fontes envolvidas na investigação, ex-comandante confirmou ter participado de uma reunião em que o ex-presidente discutiu com comandantes das Forças uma minuta de golpe, confirmando as informações relatada em delação premiada pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid.

Freire Gomes foi comandante do Exército entre março e dezembro de 2022, período em que as Forças Armadas e a Justiça Eleitoral estavam em conflito sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.

À época das eleições, as Forças Armadas realizaram uma fiscalização no processo de votação eletrônico e não foi encontrada nenhuma irregularidade.

O depoimento de Freire Gomes ainda está mantido sob sigilo. A expectativa é a de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o divulgue em breve.

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