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Mato Grosso do Sul, 19 de maio de 2024
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Execução de “Opalão” no Jardim Montevidéu foi motivado por rixa dentro de presídio em Campo Grande

A mãe de Matheus, Maria Lúcia Pompeu, afirma que um homem de moto rondava sua casa, no Jardim Noroeste, há duas semanas. A situação já tinha alertado a família
Maria Lucia querendo se aproximar do filho que está morto dentro do Fiat Uno (Fotos: Henrique Kawaminami)
Maria Lucia querendo se aproximar do filho que está morto dentro do Fiat Uno (Fotos: Henrique Kawaminami)

Matheus Pompeu Dias, de 40 anos, o “Opala” foi morto a tiros na manhã de quinta-feira (21) na Avenida Ana Rosa Castilho Ocampos, no Jardim Montevidéu, em Campo Grande. A vítima com diversas passagens pela polícia.

De acordo com as primeiras informações, ao menos oito tiros com arma calibre 9 mm foram disparados contra o carro, que ficou parado no meio da pista.

O crime foi presenciado por testemunhas, que relataram que a vítima foi perseguida pelo suspeito em uma motocicleta.
Um policial à paisana que presenciou o crime interveio e conseguiu deter o suspeito. Houve perseguição por pelo menos três quadras da região e tiroteio. O carro usado pelo PM chegou a ser atingido.

O suspeito também possui diversas passagens pela polícia, inclusive por três homicídios.

Matheus, morto com diversos tiros calibre 9mm, também tem diversos crimes em sua ficha, como homicídio, três estupros, furto, uso ilegal de armas e tráfico de drogas.

Além disso, em 2020, a companheira de Opala foi assassinada ao lado dele. A suspeita é de que ela tenha sido assassinada por engano.

A investigação aponta que o crime foi motivado por rixa dentro da cadeia, onde a vítima e o suspeito cumpriam pena juntos.

“Autor fala que é um acerto de contas da época que estavam presos no sistema prisional do estado”, afirma Rigoberto Rocha, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar

Conforme o Choque, o policial conseguiu render o atirador, que foi preso em flagrante.

A motocicleta usada na execução também foi localizada.

A mãe de Matheus, Maria Lúcia Pompeu, afirma que um homem de moto rondava sua casa, no Jardim Noroeste, há duas semanas. A situação já tinha alertado a família.

O acusado de executar Matheus havia matado a esposa dele, Sônia Estela Flores dos Santos, de 22 anos, em abril de 2020. Na época a mulher foi morta por engano, a vítima seria Matheus que conseguiu espancar.

No dia do crime o casal estava trafegando em um veículo Celta pela Rua Ataúfo Paiva, quando o carro foi abordado por uma dupla em uma motocicleta. O Garupa atirou contra o marido, mas acabou acertando Sônia. Os criminosos fugiram em seguida. A mulher estava com a filha de quatro meses no colo no momento dos disparos. A bebê nada sofreu, assim como o marido da vítima.

Em abril de 2023, os suspeitos de matar Sônia, Kaio Humberto Gomes dos Santos e Flávio Vinícius Ferreira foram absolvidos pelo júri popular. Conforme as informações, os acusados queriam matar o marido de Sônia por decisão da facção criminosa a qual pertencem. Ele havia deixado o presídio há dois meses, onde cumpria pena por homicídio e estaria jurado de morte, segundo a Polícia Civil.

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