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Mato Grosso do Sul, 29 de maio de 2024
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Fazenda em MG tem wi-fi em 1.580 ha para monitorar máquinas no campo remotamente

Máquina com conectividade remota. Foto: Fazenda Alvorada/divulgação
Máquina com conectividade remota. Foto: Fazenda Alvorada/divulgação

Da enxada à máquina que trabalha sozinha na fazenda. Do cálculo feito com papel e caneta à plataforma que acompanha o desempenho durante a operação. Da agricultura convencional à conectividade na lavoura em tempo real. De fato, o agronegócio mudou.

Um exemplo dessa mudança da agricultura convencional para a 4.0 é a Fazenda Alvorada, produtora de grãos em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro. Guilherme Lopes de Almeida, produtor rural e gestor da fazenda, diz que na propriedade o investimento em máquinas agrícolas sempre foi uma prioridade.

“Nós começamos com isso lá atrás, em 1998, quando a John Deere trouxe para o Brasil os primeiros pilotos automáticos. Eram tratores com pilotos ainda elétricos. Então, eu sou entusiasta do assunto há muitos anos e esse entusiasmo vem, justamente, por perceber que a cada nova tecnologia implementada o resultado acontece”.

No campo, o equipamento trabalha de forma autônoma. A inteligência desenvolvida no maquinário permite a aplicação em taxa variável, seja para insumos ou mesmo no plantio. O gerente da fazenda, Élcio Santos, fala sobre a satisfação de trabalhar com veículos modernos. “O trator hoje é melhor que carro no conforto. Realmente, o sentimento que eu tenho é que a gente trabalha o dia inteiro, chega em casa e está satisfeito com o que fez, ao ver que o resultado foi bom e foi bem feito”.

Recentemente, a conectividade chegou às máquinas e se tornou um divisor de águas no agronegócio. A Alvorada implantou há um ano e meio um projeto chamado Unidade de Referência Técnica (URT), que possibilita a qualquer funcionário acompanhar, através de uma plataforma com várias telas, o que cada máquina está fazendo na lavoura.

Almeida explica que além disso, é possível acompanhar também, de forma remota e com qualquer dispositivo, inclusive no celular, tudo o que está acontecendo no campo, em tempo real. “É um olhar com lupa sobre essa operação e, em função disso, a gente começa a enxergar uma série de coisas que certamente sem a tecnologia a gente não veria. E aí, abre o horizonte para uma série de oportunidades de ganho que nós não tínhamos”, acrescentou.

Além da conectividade nas máquinas, câmeras de monitoramento espalhadas por toda a fazenda ampliam a visão a distância. O principal desafio do projeto foi proporcionar conexão via wi-fi nos 1.580 hectares da propriedade.

Para resolver o problema de conectividade, a propriedade desenvolveu uma rede própria de internet. São dez pontos de distribuição espalhados pela fazenda para garantir a conexão das máquinas. “Funciona muito bem, é relativamente barato o investimento e traz uma diferença significativa para o dia a dia da fazenda”, afirmou o produtor.

O próximo passo na Alvorada será a implantação de novas culturas com o mesmo modelo de negócio. Já estão nos planos a rotação de solo de soja com batata e nova área para o plantio de café.

Para o sucesso na gestão, Guilherme Almeida alerta que o caminho é investir em cinco áreas principais: mão de obra, agricultura de precisão, tecnologia, parceria e máquinas agrícolas. Segundo ele, a tecnologia cabe no bolso do pequeno ao grande produtor.

“O investimento maior já foi feito, o produtor já compra a máquina com essa tecnologia embarcada. Então, para quem está comprando a máquina nova, principalmente, a diferença de valor não é tão grande; significativa é a diferença que se entrega no resultado”, finalizou.

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