Mato Grosso do Sul, 22 de junho de 2026
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Festival de inverno de Bonito 2025 se consolida como motor cultural e econômico de Mato Grosso do Sul

Cinco dias de programação plural atraíram milhares de visitantes, movimentaram a economia em mais de R$ 23 milhões e reforçaram a posição de Bonito como polo nacional de turismo cultural e sustentável
Imagem - SECOM/Divulgação
Imagem - SECOM/Divulgação

Bonito encerrou neste domingo, 24 de agosto, a edição 2025 do Festival de Inverno, consolidando-se como um dos maiores e mais estruturados eventos culturais do Centro-Oeste brasileiro. Durante cinco dias consecutivos, o município recebeu um público estimado em 120 mil pessoas, entre moradores e turistas, que circularam entre os diferentes palcos, oficinas, feiras e atividades culturais, confirmando a força do evento como vetor de desenvolvimento regional e projeção nacional.

A programação foi pensada para unir tradição e contemporaneidade. Subiram aos palcos nomes de destaque da música brasileira como Elba Ramalho, Titãs, Samuel Rosa, Jorge Aragão, Maestro Spok e Guilherme & Santiago, que dividiram espaço com artistas locais e regionais. Além dos shows, a agenda incluiu oficinas de literatura, dança, capoeira, artes visuais, cultura geek, teatro e moda, ampliando o alcance do festival para diferentes faixas etárias e perfis de público.

O Festival também dedicou espaço a projetos específicos, como o Festival Bonitinho, voltado para o público infantil, com oficinas e espetáculos lúdicos, e o projeto Catedral Erudita, que levou música clássica e chorinho às igrejas da cidade, descentralizando a programação e aproximando a população de diferentes expressões artísticas.

Segundo a Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, os impactos econômicos foram expressivos. A taxa de ocupação da rede hoteleira atingiu 100%, com mais de 100 estabelecimentos lotados. Restaurantes registraram aumento de até 80% nas vendas, e o comércio local relatou crescimento de até 70% no período. Considerando a média de três dias de permanência dos visitantes e gasto diário de R$ 387 por pessoa, o impacto financeiro direto chegou a R$ 23,22 milhões, refletindo o papel estratégico do festival na economia regional.

Para o secretário estadual de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, o evento ultrapassa a dimensão artística e se transforma em política pública de desenvolvimento. “O Festival de Inverno de Bonito é uma ação que alia cultura, inclusão social e fortalecimento econômico. Ele mostra como a arte pode gerar emprego, renda e cidadania. É uma engrenagem que conecta nossos pilares de Estado próspero, verde, digital e inclusivo”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o resultado traduz o esforço conjunto. “Trata-se de um projeto construído coletivamente, que envolve artistas, servidores, empreendedores e comunidade. Encerramos esta edição com a convicção de que a cultura é ferramenta de transformação real e que Bonito se firma como referência nacional”, declarou.

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, destacou a projeção da cidade. “O Festival não apenas movimenta nossa economia, mas também coloca Bonito no mapa cultural do Brasil. Recebemos visitantes de diferentes estados, fortalecemos nossa imagem e garantimos à população acesso gratuito a experiências culturais de qualidade”, afirmou.

Entre os impactos diretos na vida cotidiana, comerciantes e trabalhadores locais sentiram a diferença. Maria Antônia da Silva, 38 anos, proprietária de uma loja de artesanato, relatou crescimento expressivo nas vendas. “Durante esses cinco dias a cidade se transforma. Há um aumento visível de movimento, e isso significa mais renda para as famílias. Além da economia, há um sentimento de orgulho coletivo em participar de algo dessa magnitude”, contou.

Visitantes também registraram experiências marcantes. O turista Carlos Henrique Souza, 52 anos, de Goiânia, destacou a combinação entre cultura e natureza. “Foi minha primeira vez em Bonito. Durante o dia, pude explorar os passeios de ecoturismo, e à noite participei de grandes shows gratuitos na praça. Essa junção de natureza e arte é singular, e certamente voltarei”, relatou.

A edição 2025 ainda reforçou compromissos de sustentabilidade e acessibilidade. Foram realizadas ações de Carbono Neutro e Lixo Zero, coordenadas pela Ciclo Azul, além de mais de 25 atividades com intérpretes de Libras e artistas com deficiência em destaque, ampliando a inclusão. O passaporte cultural incentivou visitas a pontos históricos da cidade, promovendo integração entre cultura e patrimônio.

Com o saldo positivo, o Festival de Inverno de Bonito 2025 deixou clara sua relevância não apenas como evento de entretenimento, mas como instrumento de política cultural, desenvolvimento econômico e fortalecimento da identidade sul-mato-grossense. A expectativa é de que as próximas edições mantenham a mesma estrutura, ampliando ainda mais o alcance e os resultados para a população.

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