O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO/MPMS) e da Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo, deflagrou, nesta quarta-feira (16/8), a Operação “Tangentopoli”, nos municípios de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, para cumprimento de 8 (oito) mandados de busca e apreensão.
As investigações do GAECO/MPMS revelaram a existência de uma associação criminosa, formada por vereadores e pessoas a eles ligadas, voltada ao cometimento de corrupção e demais delitos correlatos.
Além do apontado José Ramos, ex-vereadores e ex-presidente da Câmara também foram alvos de buscas autorizadas por mandados. Zé Cabelo, eleito em 2012, enfrentou CPI durante seu mandato e chegou a ser preso em flagrante, transportando eleitores de maneira irregular em 2018.
Segundo repassado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a operação visa cumprir oito mandados de busca e apreensão, sendo encontrados mais de R$ 88 mil com um dos vereadores investigados.
Em resumo, alguns vereadores, dentro de uma estrutura criminosa já formada, às vezes se valendo de terceiros, solicitavam vantagens indevidas para montarem uma base partidária e aprovarem os projetos de interesse do Prefeito Municipal, no âmbito da Câmara de Ribas do Rio Pardo, inclusive para votarem pelo arquivamento de comissões parlamentares instaladas para apurar eventuais crimes de responsabilidade dele.

No decorrer das investigações, também foram detectados vários ilícitos eleitorais, que serão apurados na seara própria.
Durante a busca e apreensão desta quarta-feira, foram encontrados mais de R$ 88 mil com um dos vereadores investigados.
O nome da operação faz alusão ao escândalo de corrupções em Milão, na Itália, que ganhou denominação na mídia de tangentopoli (cidade das propinas), que é a combinação da palavra “tangente” (propina) e “poli” (cidade).