Mato Grosso do Sul, 26 de junho de 2026
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Homem acusado de estupro e homicídio é baleado em confronto com polícia e seguirá preso em Campo Grande

Autor estava foragido, ameaçava a ex-mulher e a enteada e foi preso após troca de tiros com agentes do Garras
Mulher afirma que tentou queimar mochila para impedir viagem a Brasília
Mulher afirma que tentou queimar mochila para impedir viagem a Brasília

Campo Grande – Um homem acusado de estupro e homicídio foi baleado em um confronto com policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) no bairro Vilas Boas, em Campo Grande, e permanecerá preso após a conversão de sua prisão em preventiva pela Justiça. A ex-mulher do autor relatou momentos de terror e alívio ao saber que ele foi contido pelas autoridades. Atualmente, ele está internado na Santa Casa sob escolta policial.

O homem, que estava foragido, é acusado de estuprar sua ex-companheira e a enteada de 14 anos. Segundo relato da vítima, dias antes do confronto, ele adquiriu armas e enviou ameaças de morte à ex-mulher via WhatsApp, incluindo fotos intimidadoras e mensagens como: “De hoje você não passa”.

Durante diligências, os policiais localizaram o suspeito em um bar da região. Ao avistar a viatura, ele tentou fugir e entrou em confronto armado com os agentes, sendo baleado. Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre .38. O homem já possuía antecedentes criminais graves, incluindo homicídio: havia cumprido pena após assassinar o atual companheiro de uma ex-esposa com 15 facadas.

A ex-companheira, que manteve um relacionamento de três meses com o agressor, relatou ter sofrido intimidações constantes e registrado cinco boletins de ocorrência contra ele, contando ainda com três medidas protetivas desde julho do ano passado. “Eu não fui a primeira vítima dele, mas espero ser a última”, declarou.

O relato da mulher sobre o episódio de violência foi angustiante: segundo ela, o ex-namorado invadiu sua residência, a esganou até desmaiar e estuprou tanto sua filha de 14 anos quanto a própria mãe. “Minha filha vive com medo. Ela ficou traumatizada”, disse a vítima, enfatizando o impacto psicológico duradouro do ataque.

Apesar do medo de que o agressor pudesse fugir do hospital, a prisão preventiva imposta pela Justiça garante a manutenção da segurança da família. A mulher afirmou: “Não desejo o que passei nem para meu pior inimigo. Agora espero que ele permaneça preso e pague pelos crimes cometidos”.

O caso evidencia a gravidade da violência doméstica e sexual, ressaltando a importância de medidas preventivas, atuação policial eficiente e acompanhamento psicológico às vítimas. A ação do Garras, aliada à resposta rápida da Justiça, demonstra a eficácia do sistema de proteção em situações de risco extremo e reforça a necessidade de políticas públicas consistentes para prevenir novos casos.

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