O crime que tirou a vida de Douglas Bragatto do Amaral, 34 anos, filho de um policial civil de Campo Grande, trouxe à tona a trajetória de delitos atribuídos ao principal suspeito, identificado como ‘Rato’. O homem, acusado de disparar cerca de 20 vezes contra a vítima em frente a uma conveniência no bairro Nova Lima, na noite da última semana, já era alvo de apurações da Polícia Civil por envolvimento em agiotagem, extorsões e comércio ilegal de armas.
De acordo com informações policiais, Douglas estava em companhia de um amigo quando foi surpreendido pelo autor. Testemunhas relataram que o suspeito chegou ao local pilotando uma motocicleta Yamaha XTZ, cumprimentou os presentes e logo iniciou uma discussão com a vítima. A briga teria se agravado rapidamente, momento em que Douglas tentou agredir o suspeito com um soco. Em seguida, ‘Rato’ sacou a arma e efetuou diversos disparos. A vítima ainda tentou correr, mas caiu cerca de 15 metros adiante, não resistindo aos ferimentos. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito.
A investigação aponta que o crime pode ter ligação com desavenças antigas e disputas no submundo da agiotagem em Campo Grande. Informações obtidas pela polícia revelam que Douglas teria se envolvido em um acidente durante a cobrança de uma dívida feita em nome de Eloandro, homem executado em 2023 e suspeito de liderar um esquema de empréstimos ilegais. A partir desse episódio, os atritos entre Douglas e ‘Rato’ teriam se intensificado, resultando na emboscada fatal.
No fim de semana, policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) prenderam um dos supostos comparsas do crime, identificado como ‘Paulinho’. Ele seria parceiro de ‘Rato’ em atividades criminosas e é acusado de envolvimento direto na execução. A prisão foi realizada em um imóvel localizado na Vila Nasser, após diligências intensas da equipe especializada.
Na delegacia, ‘Paulinho’ negou participação no assassinato, mas a polícia reforça que evidências colhidas até o momento apontam sua ligação com o caso. Conforme a apuração, os dois suspeitos atuavam juntos em práticas de extorsão, compra e venda ilegal de armas e agiotagem. O inquérito segue em andamento, e a Polícia Civil mantém esforços para localizar ‘Rato’, que permanece foragido.
O crime provocou forte repercussão na Capital, não apenas pela vítima ser filho de um policial civil, mas também por expor a atuação de organizações ligadas à agiotagem e ao comércio clandestino de armas, que seguem sendo alvo de investigações mais amplas.
As autoridades destacam que as buscas pelo principal suspeito continuam em ritmo intenso e que novas diligências devem ampliar o alcance da apuração, revelando a extensão da rede criminosa que pode estar por trás da execução.
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