Mato Grosso do Sul, 26 de junho de 2026
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Homem é preso após agredir ex-companheira e incendiar residência em Três Lagoas

Violência doméstica e tentativa de feminicídio evidenciam desafios da proteção à mulher em Mato Grosso do Sul
Imagem - Ilustrativa
Imagem - Ilustrativa

Um homem de 41 anos foi preso em Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande, após ser denunciado por agredir a ex-companheira e incendiar sua residência na Vila Piloto. O crime ocorreu na manhã de quinta-feira (28), mas a prisão foi realizada somente nesta sexta-feira (29), após ações da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e da Operação Shamar, dedicada ao combate à violência doméstica.

A vítima, também de 41 anos, procurou imediatamente a delegacia depois do incidente para registrar boletim de ocorrência. Segundo seu relato, além das agressões físicas, o suspeito ateou fogo em sua casa, deixando o imóvel totalmente destruído. O ataque ocorreu em um contexto de violência reiterada, destacando a vulnerabilidade de mulheres diante de ex-companheiros que não respeitam medidas de proteção.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para controlar as chamas e impedir a propagação do incêndio, mas as imagens registradas durante a operação mostram a residência tomada por fumaça e completamente danificada, evidenciando a gravidade do ataque. A diligência policial para localizar o autor do crime foi iniciada imediatamente após o chamado da vítima e culminou na prisão do suspeito, que foi encaminhado à DAM para registro formal e tomada de providências legais.

O caso ocorre no contexto do Agosto Lilás, mês de conscientização contra a violência doméstica, em que Mato Grosso do Sul registrou 24 mortes e 49 tentativas de feminicídio somente em 2025. Especialistas alertam que episódios como o registrado em Três Lagoas reforçam a necessidade de políticas públicas de prevenção e proteção, bem como da ampliação da rede de atendimento às vítimas.

A operação Shamar atua de forma integrada entre Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos de apoio social, visando tanto a proteção das vítimas quanto a responsabilização criminal dos autores de violência. Medidas como monitoramento de antecedentes de agressores, orientação às vítimas e acompanhamento psicológico são fundamentais para reduzir o risco de reincidência e garantir a segurança das mulheres.

Este episódio reforça a urgência de iniciativas que combinem fiscalização rigorosa, conscientização pública e ações preventivas. Além de punir os autores de crimes, é imprescindível que se ofereça apoio contínuo às vítimas, promovendo sua segurança, autonomia e recuperação emocional. A violência doméstica, frequentemente subnotificada, permanece um desafio crítico, exigindo atenção permanente da sociedade e das autoridades.

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