Mato Grosso do Sul, 26 de junho de 2026
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Integrante do PCC procurado por ataque a senador paraguaio em Pedro Juan Caballero é preso

Segundo a polícia paraguaia, em 2010 ele participou da tentativa de assassinar o senador paraguaio Robert Acevedo, em Pedro Juan Caballero, em ataque com mais de 30 tiros

Um brasileiro acusado de ter participado de um atentado para matar um senador paraguaio em 2010 no Paraguai foi preso nesta terça-feira, 2, pela Polícia Militar em Diadema, na Grande São Paulo. Ele estava foragido da Justiça paraguaia desde 2011, quando fugiu de um presídio daquele país. Segundo a PM, o suspeito também é investigado por crimes ocorridos no Brasil e tinha ordem de prisão pendente por aqui.

Elton Ramos da Silva, conhecido como Índio, é apontado pela polícia como integrante da facção criminosa PCC, para a qual teria a função de recrutar novos integrantes. A defesa dele não foi localizada pela reportagem nesta terça-feira.

Segundo a polícia paraguaia, em 2010 ele participou da tentativa de assassinar o senador paraguaio Robert Acevedo, em Pedro Juan Caballero, em ataque com mais de 30 tiros. O motorista e o segurança do parlamentar morreram. Acevedo só foi atingido de raspão e sobreviveu.

Na época Silva foi preso, mas no ano seguinte foi resgatado da prisão na mesma cidade onde praticou o crime. Homens armados invadiram a penitenciária e libertaram Silva, que nunca mais havia sido localizado.

Nesta terça-feira, após denúncias, policiais militares da Rota (tropa de elite da PM paulista) localizaram Silva em uma casa em Diadema, cercaram o imóvel e prenderam o suspeito. Segundo os PMs, ele não ofereceu resistência.

Robert Acevedo sofreu um atentado na fronteira com o Brasil

Operação Tabuleiro

Já em Brasília, Índio seria uma forte liderança responsável por recrutar novos integrantes para a facção. O mandado de prisão foi cumprido após informações passadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (Ficco-DF).

O homem estava foragido desde o fim de 2023. O criminoso tem passagem por homicídio e tráfico de drogas. Ele foi alvo da Operação Tabuleiro, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil do DF (PCDF), em 2014, ocasião em que foi preso e condenado.

Em 2020, foi alvo de nova investigação da Draco, na qual acabou denunciado e responde a ação penal no Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT). O mandado de prisão cumprido na ação de terça (2/4) é decorrente desta última investigação.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (Ficco-DF) é composta pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Polícia Penal do DF, PMDF e PCDF e tem como objetivo a integração e cooperação entre os órgãos de segurança pública em ações de prevenção e repressão ao crime organizado e à criminalidade especialmente grave e violenta.

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