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Mato Grosso do Sul, 24 de fevereiro de 2024
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Irã diz que Hamas pode libertar reféns se Israel parar ataques em Gaza

Nasser Kanaani, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que o Hamas “não têm problema” em continuar
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, informou nesta segunda-feira (16), durante uma coletiva de imprensa em Teerã, que o Hamas está disposto a libertar os  quase 200 reféns,  caso Israel cesse os ataques aéreos na Faixa de Gaza. O grupo extremista, porém, não reconheceu ter feito a oferta, segundo informações do jornal The Times of Israel.

O  Irã tem sido o principal país aliado do Hamas no apoio às ostensivas contra Israel. Segundo Kanaani, membros do grupo extremista “declararam que estão prontos para tomar as medidas necessárias para libertar os cidadãos e civis detidos pelos grupos da resistência, mas argumentam que tais medidas exigem preparativos que são impossíveis sob o bombardeamento diário dos sionistas contra várias partes de Gaza”.

O Hamas afirmou que negociará os reféns em troca dos milhares de palestinos detidos em Israel. “Ouvimos da resistência [o Hamas] que eles não têm problemas em continuar resistindo”, afirmou Kanaani. “Eles disseram que a resistência tem capacidade militar para continuar resistindo no campo por muito tempo”.

Entenda a relação entre o Irã e o Hamas

Apesar do apoio enfático do país ao Hamas o qual chama de “grupo de resistência”, o Irã afirmou, durante comunicado à Organização das Nações Unidas (ONU) enviado no dia 9 de outubro, que não tem envolvimento nos ataques a Israel.

De acordo com uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal no dia 8, membros de alto escalão do Hamas e  Hezbollah (facção libanesa paramilitar que travou guerra contra Israel em 2006) teriam apontado que autoridades de segurança iranianas ajudaram a planejar o ataque e autorizado seu início.

Na quarta-feira (11), porém, uma outra reportagem do jornal trouxe informações de autoridades de inteligência dos Estados Unidos, que afirmaram que o Irã sabia dos possíveis ataques do Hamas, mas sem ter conhecimento acerca da escala e o momento exato que deveriam ocorrer.

“Apoiamos enfaticamente a  Palestina, no entanto, não estamos envolvidos na resposta da Palestina, uma vez que ela é tomada exclusivamente pela própria Palestina”, diz o comunicado do Irã à ONU. “As medidas resolutas tomadas pela Palestina constituem uma defesa totalmente legítima contra sete décadas de ocupação opressiva e crimes hediondos cometidos pelo regime sionista ilegítimo”.

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