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Mato Grosso do Sul, 17 de abril de 2024
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Israel mata terrorista do Hamas que mantinha mil pessoas como reféns em hospital 

Ahmed Siam foi morto enquanto se refugiava na escola Al Buraq, onde outros membros do grupo extremista Hamas também estavam escondidos
Ahmed Siam, acusado de manter reféns em hospital de Gaza -   Reprodução/ Twitter
Ahmed Siam, acusado de manter reféns em hospital de Gaza - Reprodução/ Twitter

Israel informou ter realizado ataques aéreos que resultaram na morte de Ahmed Siam, identificado como o responsável por manter aproximadamente 1.000 pessoas como reféns no hospital al-Rantisi, em Gaza, e impedir o deslocamento do grupo para o sul da região.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), Siam foi neutralizado enquanto se refugiava na escola Al Buraq, onde outros integrantes do grupo extremista Hamas também estavam escondidos.

“Siam era comandante da Companhia Naser Radwan do Hamas e é outro exemplo de como o Hamas utilizou civis em Gaza como escudos humanos para fins terroristas”, diz comunicado da FDI. 

O Hamas ainda não se manifestou sobre o ocorrido. O aumento da tensão no conflito entre Israel e o grupo palestino faz com que a fronteira de Gaza com o Egito esteja fechada há três dias, não permitindo a saída de estrangeiros. Um grupo de 34 brasileiros aguarda autorização para passar por Rafah.

O Egito controla a única fronteira de Gaza que não tem limite com Israel, mas o posto de Rafah é submetido a rigorosos controles alfandegários e de pessoas. Após os atentados do Hamas no começo de outubro, o posto foi fechado e ninguém podia sair ou entrar no território palestino.

Os apelos à contenção de Israel em Gaza se multiplicam, neste sábado (11), diante da intensificação dos combates entre seu Exército e os terroristas do Hamas em torno dos hospitais do território palestino, nos quais milhares de pessoas se refugiam dos bombardeios.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), metade dos 36 hospitais de Gaza “não funciona mais”, na quinta semana do conflito deflagrado pelo ataque sem precedentes dos terroristas.

O hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, o mais importante do território, foi alvo de ataques, segundo seu diretor, Mohammed Abu Salmiya.

O Exército de Israel não comentou essas acusações, mas disse que matará os combatentes do Hamas que forem vistos “atirando de hospitais”. À noite, disse ainda que eliminou “cerca de 150 terroristas”.

O Ministério israelense das Relações Exteriores revisou para baixo o balanço do ataque do Hamas em 7 de outubro, de 1.400 para 1.200 mortos, em sua maioria civis, sem dar explicações para a mudança.

Os bombardeios e a operação terrestre lançada em represália por Israel deixaram mais de 11 mil mortos na Faixa de Gaza, incluindo mais de 4.500 crianças, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

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