Mato Grosso do Sul, 4 de julho de 2026
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Janja visita Instituto Tamanduá em Campo Grande e debaterá clima, fauna e transição no Pantanal

Acompanhada de ministras, a primeira-dama participa de encontros com cientistas e agenda no campus da UFMS no projeto Vozes dos Biomas
Foto: Arquivo
Foto: Arquivo

A manhã desta quarta-feira (8) começou em Campo Grande com uma agenda de peso na área ambiental: a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, esteve no Instituto Tamanduá, situado no Jardim dos Estados, durante evento do projeto Vozes dos Biomas, que antecipa debates da COP30. Acompanhada das ministras Sônia Guajajara (Povos Originários) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), ela participou de rodas de conversa com pesquisadoras locais sobre os impactos das mudanças climáticas na fauna do Pantanal. À tarde ela segue para o campus Cidade Universitária da UFMS, para outras atividades relacionadas ao projeto.

O Instituto Tamanduá é voltado a pesquisas de conservação ambiental e educação ecológica, com foco em espécies do Pantanal como tamanduás, tatus, preguiças e mamíferos regionais. A visita de Janja se inseriu numa estratégia de escuta ativa: cientistas locais relataram as transformações recentes nos habitats, agravadas por secas recorrentes, queimadas e pressões da expansão agrícola. A presença da primeira-dama reforça o propósito da iniciativa: unir esforços institucionais e populações afetadas para construir políticas que respeitem os biomas e assegurem justiça ambiental.

O projeto Vozes dos Biomas é uma articulação das enviadas especiais da COP30 para mulheres, igualdade racial, periferias, direitos humanos e transição justa. Em cada bioma, as lideranças locais e representantes sociais participam de debates que resultam em uma carta temática, contendo propostas práticas de ação climática, para ser entregue à presidência da conferência internacional. Em Mato Grosso do Sul, o bioma focal é o Pantanal.

Durante a visita ao instituto, Janja conversou com Flávia Miranda, presidente da instituição, trocou impressões com cientistas e ouviu relatos de conservação. A trajetória da fauna ameaçada, como a redução de populações de tamanduás e alteraçōes no comportamento migratório de aves, foi tema central. A primeira-dama também mostrou interesse em fortalecer as pesquisas em parceria com universidades estaduais e federais.

A segurança da agenda foi reforçada com a presença discreta da Polícia Federal e agentes em pontos estratégicos ao redor do instituto. Apesar disso, não houve interrupção do trânsito e o evento seguiu com normalidade, restrito a convidados oficiais, pesquisadores e servidores previamente credenciados.

No período da tarde, está prevista reunião formal no campus da UFMS com pesquisadores, estudantes e representantes do projeto Vozes dos Biomas. A ideia é debater o papel da academia, da comunidade científica e das populações locais na construção das políticas climáticas que deverão nortear a COP30.

A iniciativa reflete uma agenda crescente de articulação entre instâncias federais, sociedade civil e academia para que as decisões ambientais considerem as realidades regionais. Em um momento em que os biomas enfrentam desafios extremos, como secas, perda de biodiversidade e eventos climáticos extremos, o esforço de escuta e de construção colaborativa ganha ainda mais relevância para assegurar que transições ecológicas sejam justas, inclusivas e eficazes.

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