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Mato Grosso do Sul, 19 de maio de 2024
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Líder de facção paraguaia, morre durante confronto por disputa de território na fronteira de MS

Forças policiais da fronteira acreditam que o comboio de “Macho” foi emboscado na estrada pelo grupo liderado por Cristino Méndez.
Cristino Díaz Méndez, de 46 anos, que foi encontrado morto a cerca de 100 metros do confronto
Cristino Díaz Méndez, de 46 anos, que foi encontrado morto a cerca de 100 metros do confronto

Facçõess rivais que lutam pelo controle do tráfico de drogas na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul entraram em confronto na noite desta quinta-feira (22) em uma estrada entre a colônia Brítez Cuê e a cidade de Yby Pytá, a cerca de 30 km do território sul-mato-grossense, na região de Sete Quedas.

Durante intensa troca de tiros, Cristino Díaz Méndez, 46, apontado como líder do Clã Méndez, foi morto com dezenas de tiros. A polícia paraguaia acredita que o traficante de drogas e armas Felipe Santiago Acosta Riveros, o “Macho”, ficou gravemente ferido no confronto.

Uma Chevrolet Blazer branca foi encontrada crivada com pelo menos 300 tiros, segundo a imprensa paraguaia. A Polícia Nacional identificou a caminhonete como um dos veículos usados por “Macho”. Dentro do veículo havia manchas de sangue e vários carregadores de fuzil.

Moradores das proximidades informaram terem visto várias caminhonetes na estrada. Em seguida, ouviram centenas de tiros, principalmente de armas de grosso calibre.

Cristino Díaz Méndez, morto no confronto entre traficantes (Foto: Última Hora)
A Blazer branca foi abandonada e os ocupantes fugiram para o mato. Horas depois, quando foram ao local do confronto, policiais paraguaios encontraram o corpo de Cristino Méndez a cerca de 100 metros de onde estava a caminhonete.

Forças policiais da fronteira acreditam que o comboio de “Macho” foi emboscado na estrada pelo grupo liderado por Cristino Méndez. As duas quadrilhas são inimigas. Considerado um sicário (pistoleiro) perigoso, Cristino tinha 11 mandados de prisão decretados pela Justiça do país vizinho por assassinato, roubo de gado, narcotráfico e outros crimes.

O diretor da Polícia Nacional no departamento de Canindeyú, comissário Rafael González, informou à imprensa do país vizinho que pelo menos 50 cartuchos de fuzil deflagrados foram recolhidos. Ele suspeita que a emboscada seria para executar “Macho”, mas diz que as investigações ainda estão no início.

Operação Ignis

No dia 19 de dezembro do ano passado, nove seguranças de “Macho” foram mortos e nove presos no âmbito da Operação Ignis, deflagrada pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai e a Polícia Federal brasileira.

Considerado um dos bandidos mais sanguinários do Paraguai, Felipe Riveros conseguiu escapar do cerco, mas seu sócio brasileiro, Ricardo Luiz Picolotto, o “R7”, foi preso em Salto Del Guairá, capital de Canindeyú e localizada a 20 km de Mundo Novo (MS). Segundo a Senad, Ricardo era o elo de “Macho” com facções brasileiras.

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