Mato Grosso do Sul, 20 de julho de 2026
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Ligação com Sicário coloca Flávio Bolsonaro sob nova pressão em investigação do Caso Dark Horse

Relação entre o senador, o banqueiro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, e publicitários investigados permanece no centro das apurações conduzidas pelas autoridades
Foto do Flávio Bolsonaro ao lado do Sicário | Reprodução/ICL Notícias
Foto do Flávio Bolsonaro ao lado do Sicário | Reprodução/ICL Notícias

A investigação sobre o chamado Caso Dark Horse continua produzindo novos desdobramentos e mantém sob análise a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas citadas nos inquéritos relacionados ao Banco Master. Entre os nomes mencionados nas apurações está Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que aparece nas investigações e também ganhou repercussão após a divulgação de uma fotografia ao lado de Flávio Bolsonaro. A existência da imagem aumentou a repercussão política do caso, embora ela, por si só, não comprove irregularidade.

As investigações também analisam a participação de pessoas ligadas ao chamado Projeto DV, estrutura que, segundo os investigadores, teria sido utilizada para ações de comunicação e influência relacionadas aos interesses de Daniel Vorcaro. Entre os nomes citados estão os publicitários Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, e Thiago Miranda, ambos mencionados em documentos e mensagens analisados durante a Operação Compliance Zero.

De acordo com as apurações, Thiago Miranda teria atuado como elo entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, participando de reuniões e conversas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse. Os investigadores também analisam mensagens que indicariam cobranças envolvendo pagamentos e tratativas sobre recursos destinados ao projeto cinematográfico.

Outro personagem citado é Marcelão, identificado como profissional da área de comunicação e apontado nas investigações como integrante de ações ligadas ao Projeto DV. O publicitário aparece em documentos analisados pela Polícia Federal em razão de pagamentos que, segundo a investigação, teriam origem em recursos relacionados ao grupo empresarial de Daniel Vorcaro. A responsabilidade criminal de todos os envolvidos ainda depende da conclusão das investigações e de eventual manifestação da Justiça.

O nome de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, também aparece nos documentos reunidos pelos investigadores. Conforme a apuração, ele é citado como pessoa ligada ao núcleo de comunicação investigado. A divulgação de uma fotografia em que Sicário aparece ao lado de Flávio Bolsonaro aumentou a repercussão do caso e passou a ser explorada politicamente por adversários do senador. Até o momento, não há decisão judicial afirmando que a fotografia demonstre participação do parlamentar em qualquer crime.

O foco das investigações permanece concentrado no financiamento do filme Dark Horse. Segundo as apurações, recursos privados teriam sido negociados para apoiar a produção cinematográfica inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal busca esclarecer como ocorreram essas negociações, quais valores foram efetivamente movimentados e qual foi a participação de cada pessoa mencionada no inquérito.

As mensagens analisadas pelos investigadores também indicam conversas envolvendo possíveis transferências financeiras destinadas ao projeto. Os documentos fazem parte do material apreendido durante as diversas fases da Operação Compliance Zero e continuam sendo submetidos à perícia.

O ministro André Mendonça permanece como relator dos processos relacionados ao caso no Supremo Tribunal Federal. As medidas adotadas até o momento incluem buscas, apreensões e outras providências autorizadas contra diferentes investigados. Até agora, não há confirmação oficial de decisão judicial determinando busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro no âmbito do Caso Dark Horse.

Flávio Bolsonaro nega ter cometido qualquer irregularidade e afirma que não participou de atos ilícitos relacionados ao Banco Master ou ao financiamento do filme. O senador sustenta que todas as tratativas envolvendo o projeto ocorreram dentro da legalidade e que eventuais recursos discutidos seriam provenientes da iniciativa privada.

Enquanto isso, Daniel Vorcaro segue como um dos principais alvos das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Os investigadores continuam analisando contratos, registros bancários, aparelhos eletrônicos, mensagens e demais documentos recolhidos durante as operações para esclarecer a extensão das relações entre empresários, agentes públicos, políticos e profissionais de comunicação mencionados no inquérito.

As investigações permanecem em andamento e novas diligências ainda poderão ser realizadas conforme o avanço da análise das provas reunidas pelas autoridades. Somente ao término do processo investigativo e das decisões judiciais será possível definir eventual responsabilização dos envolvidos.

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