Mato Grosso do Sul, 21 de junho de 2026
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Mato Grosso do Sul celebra novo marco na pecuária com área livre de febre aftosa sem vacinação e mercado nacional ampliado

Reconhecimento internacional libera o trânsito de bovinos e bubalinos para todo o território brasileiro e fortalece a economia, abre novos mercados e impulsiona a competitividade da carne sul-mato-grossense
Imagem - Compre Rural
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O Mato Grosso do Sul vive um dos momentos mais emblemáticos de sua história no setor agropecuário. Com a certificação internacional que reconhece o Brasil como território livre de febre aftosa sem vacinação, o estado, assim como todo o país, passa a ter trânsito livre de bovinos e bubalinos em todas as regiões brasileiras. A conquista, formalizada em maio deste ano durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), consolida um avanço histórico na pecuária nacional e abre uma nova era de expansão e valorização da carne sul-mato-grossense.

A decisão, oficializada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), não se restringe ao Mato Grosso do Sul. A medida se estende também aos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e ao Distrito Federal. O ofício foi encaminhado a todas as superintendências de Agricultura e Pecuária do país, informando que não existem mais restrições sanitárias ao trânsito de animais suscetíveis à febre aftosa dentro das zonas livres reconhecidas no Brasil.

Esse reconhecimento significa muito mais do que a eliminação de barreiras sanitárias internas. Na prática, todo o território nacional passa a contar com a mesma condição sanitária, o que representa não apenas um feito técnico, mas também econômico, social e estratégico para o agronegócio brasileiro. O Mato Grosso do Sul, como um dos maiores produtores de carne bovina do país, passa a se beneficiar diretamente desse novo cenário.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou a relevância da conquista. “Com o novo status sanitário, não há mais restrições sanitárias para o transporte desses animais entre as zonas livres dentro do país. Isso representa uma redução de custos operacionais, logísticos e amplia a competitividade da carne sul-mato-grossense no mercado interno e externo”, afirmou.

O impacto imediato se reflete na cadeia produtiva da carne. A partir de agora, produtores, frigoríficos, cooperativas e exportadores do estado têm acesso facilitado a novos mercados nacionais, além de condições aprimoradas para negociações com mercados internacionais que exigem padrões sanitários mais rigorosos. A certificação amplia o prestígio da carne de Mato Grosso do Sul, que já é reconhecida pela sua qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade.

A decisão também revoga o artigo 4º da Portaria nº 665, de 21 de março de 2024, do próprio Ministério da Agricultura, que antes restringia o trânsito e a incorporação de bovinos e bubalinos oriundos de estados que ainda não haviam obtido o reconhecimento de livres da doença sem vacinação. Com a revogação, todo o território nacional opera sob uma única norma sanitária, o que fortalece a integração entre os estados e potencializa a logística agropecuária.

Além dos ganhos econômicos diretos, o status sanitário traz outros benefícios importantes para o estado. Entre eles estão o fortalecimento da imagem do setor produtivo, a valorização da carne sul-mato-grossense nos mercados premium e uma abertura mais ampla para acordos comerciais bilaterais. Países e blocos econômicos que anteriormente impunham restrições à carne brasileira, especialmente àquela oriunda de regiões que ainda praticavam vacinação, passam a revisar suas exigências, o que deve gerar um aumento expressivo nas exportações.

O Mato Grosso do Sul, que se destaca como um dos líderes nacionais na produção pecuária, vê agora consolidada uma etapa que vinha sendo planejada há anos, com investimentos em vigilância sanitária, controle de fronteiras, rastreabilidade e capacitação de produtores. Este avanço não apenas reforça a vocação econômica do estado, como também posiciona Mato Grosso do Sul como referência nacional e internacional em sanidade animal.

O setor agropecuário sul-mato-grossense, que já representa uma fatia significativa do Produto Interno Bruto estadual, deverá registrar um incremento nas atividades, gerando mais empregos, renda e desenvolvimento nas regiões produtoras. Municípios que dependem fortemente da atividade pecuária, como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Aquidauana, Ponta Porã e Coxim, entre outros, devem sentir diretamente os efeitos positivos dessa conquista.

O futuro da pecuária sul-mato-grossense se projeta agora para um horizonte ainda mais promissor. O reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação não apenas elimina barreiras sanitárias, mas, acima de tudo, abre as porteiras para um mercado mais amplo, competitivo e valorizado, elevando o nome de Mato Grosso do Sul como sinônimo de qualidade, segurança alimentar e excelência na produção de carne bovina.

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