Mato Grosso do Sul, 18 de junho de 2026
Campo Grande/MS: Carregando...

Mato Grosso do Sul sobe ao topo da alfabetização e se destaca entre os cinco estados com melhor desempenho do país

Brasil avança na formação das primeiras letras e amplia o número de crianças alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental, apesar de desigualdades regionais e impactos de calamidades climáticas
Os dados de 2024 foram divulgados pelo Ministério da Educação
Os dados de 2024 foram divulgados pelo Ministério da Educação

O Brasil deu um passo expressivo rumo ao objetivo de garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação, o Indicador Criança Alfabetizada de 2024 mostra que 59,2% dos estudantes da rede pública em todo o país atingiram o nível mínimo de alfabetização até o fim do ciclo inicial da educação básica. O número representa um avanço de 3,2 pontos percentuais em relação ao índice de 2023, que era de 56%, e coloca o país muito próximo da meta de 60% estabelecida para o ano.

Entre os estados que mais se destacaram está Mato Grosso do Sul, que figura entre os cinco melhores colocados no ranking nacional de alfabetização infantil. O estado alcançou um índice de 70,4%, consolidando-se como uma das referências no cenário educacional brasileiro. A conquista é resultado de esforços articulados entre o governo estadual, os municípios e o Ministério da Educação por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), lançado em 2023.

O primeiro lugar ficou com o Ceará, que atingiu impressionantes 85,3% superando com ampla folga a meta de 80% prevista apenas para 2030. Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo completam a lista dos cinco primeiros colocados, com percentuais de 72,7%, 72,1% e 71,7%, respectivamente. Em comum, esses estados têm políticas públicas consolidadas de avaliação, formação de professores, investimento em infraestrutura escolar e apoio técnico-pedagógico às redes municipais.

O ministro da Educação, Camilo Santana, comemorou os avanços, mas lamentou que a tragédia climática vivida pelo Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2024 tenha impedido o país de atingir plenamente a meta nacional. O estado gaúcho, que havia registrado 63,4% de crianças alfabetizadas no ano anterior, caiu para 44,7% em meio ao impacto devastador das enchentes que paralisaram escolas, afetaram famílias e comprometeram o ano letivo de milhares de estudantes.

Ao todo, cerca de 2 milhões de alunos de 42 mil escolas públicas, em 5.450 municípios, participaram das avaliações aplicadas pelos sistemas estaduais entre outubro e novembro do ano passado. Os testes foram compostos por questões de múltipla escolha, itens abertos e uma redação curta, com o objetivo de verificar habilidades básicas de leitura, escrita e compreensão de texto.

O critério para considerar uma criança alfabetizada foi definido como a obtenção de ao menos 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A pontuação indica que o estudante é capaz de identificar palavras e frases, compreender pequenos textos, fazer inferências e localizar informações em materiais escritos e ilustrados.

A análise dos resultados revelou que 58% dos municípios aumentaram o percentual de alunos alfabetizados em relação a 2023, enquanto 53% conseguiram atingir a meta local. Dos 27 estados, 18 apresentaram evolução nos indicadores e 11 atingiram suas metas individuais. Roraima foi o único que não participou da atual rodada de avaliação, mas já confirmou adesão para a próxima etapa.

O plano nacional prevê metas progressivas até 2030. Em 2025, o objetivo é alcançar 64% de alfabetização entre os estudantes do 2º ano. Para 2030, a meta final é de 80% patamar já alcançado ou superado por estados como Ceará e Goiás.

Além da avaliação, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada inclui investimentos superiores a R$ 1 bilhão destinados a ações formativas, apoio à gestão pedagógica e aquisição de materiais didáticos. A iniciativa mobiliza redes de ensino em todos os estados e mais de 5.500 municípios, por meio de estratégias como a Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa), que acompanha e apoia os territórios em situação de vulnerabilidade educacional.

Completando o esforço nacional, o Ministério da Educação também disponibilizou uma plataforma de avaliações formativas, promoveu webinários de capacitação em língua portuguesa e lançou o Guia da Avaliação Contínua da Aprendizagem, voltado ao diagnóstico permanente das dificuldades de leitura e escrita nas redes públicas.

O ministro Camilo Santana reafirmou o compromisso com a universalização da alfabetização até o fim do ciclo inicial da educação básica. “Nosso objetivo é alcançar 100% de crianças alfabetizadas, mas temos como meta mínima chegar a 80% em todos os estados até 2030. Para isso, vamos continuar apoiando estados e municípios, sobretudo os que mais precisam, para garantir que nenhuma criança fique para trás”, declarou.

O avanço registrado em 2024 sinaliza que o Brasil está no caminho certo, ainda que o desafio permaneça complexo. Os dados revelam uma realidade heterogênea, marcada por desigualdades regionais e desafios estruturais, mas também por experiências exitosas que servem de modelo. O exemplo de Mato Grosso do Sul, entre os cinco melhores desempenhos do país, reforça que a alfabetização plena é possível quando há articulação, investimento e compromisso real com a educação pública.

#AlfabetizaçãoInfantil #EducaçãoPública #CriançaAlfabetizada #MEC2024 #CompromissoEducacional #BrasilQueLê #EnsinoFundamental #DesenvolvimentoEducacional #MatoGrossoDoSul #AvançoNaEducação #GestãoEducacional #AvaliaçãoEducaciona

Suas preferências de cookies

Usamos cookies para otimizar nosso site e coletar estatísticas de uso.