Mato Grosso do Sul, 22 de junho de 2026
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Mercado do boi gordo inicia semana com estabilidade nacional e exportações em ritmo acelerado

Com poucas variações regionais, cotações seguem firmes no mercado interno enquanto exportações de carne bovina ganham força e se aproximam de recordes históricos
Imagem - Compre Rural
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O mercado pecuário brasileiro iniciou a última semana de agosto em clima de estabilidade, refletindo um cenário de cautela entre compradores e vendedores. Nesta segunda-feira, 25 de agosto, o levantamento realizado pela Scot Consultoria em 32 praças de comercialização de boi gordo mostrou que a grande maioria manteve os preços inalterados em relação à sexta-feira anterior. Apenas quatro regiões apresentaram avanço nas cotações: norte de Minas Gerais, sudeste de Rondônia, sul de Tocantins e Espírito Santo.

Nas praças de referência de Araçatuba e Barretos, em São Paulo, o preço da arroba do boi gordo permaneceu cotado em R$ 310, no pagamento a prazo, sem registrar qualquer oscilação. O mesmo comportamento foi observado em praticamente todo o território nacional, demonstrando que a atual conjuntura se pauta pela firmeza dos preços, sustentada pela baixa oferta de animais prontos para abate e pela retração de parte dos compradores.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os frigoríficos vêm operando com foco no curto prazo, atentos às condições de venda no atacado doméstico e aos contratos internacionais que seguem sendo firmados. A combinação de oferta restrita e demanda externa consistente tem garantido sustentação às cotações, com possibilidade de ajustes pontuais conforme a necessidade de composição de escalas de abate.

A consultoria Terra Investimentos destacou que os contratos futuros de boi gordo na B3 ainda enfrentam dificuldades para apresentar ganhos expressivos em agosto. O contrato com vencimento neste mês já acumulava queda de R$ 2,05 por arroba até o momento, enquanto o contrato para outubro recuava R$ 1,65. O desempenho reflete tanto a expectativa moderada do mercado interno quanto as incertezas diante do comportamento das exportações e da demanda doméstica.

No campo internacional, os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontaram um ritmo acelerado das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Somente na última semana, a média diária embarcada voltou a atingir a marca de 13 mil toneladas, número superior à média registrada na primeira quinzena de agosto. Até a última sexta-feira, já haviam sido exportadas 212.925 toneladas, volume muito próximo das 217.409 toneladas embarcadas durante todo o mês de agosto de 2024. Mantida essa trajetória, o resultado de agosto de 2025 poderá superar não apenas o desempenho do mesmo período do ano passado, mas também os recordes obtidos recentemente em julho.

O cenário reforça o protagonismo do Brasil no mercado internacional de carne bovina e evidencia que, mesmo diante da estabilidade interna nas cotações do boi gordo, as exportações desempenham papel central na manutenção do equilíbrio do setor. A firmeza dos preços, associada ao avanço dos embarques, sinaliza que o mercado pecuário segue sustentado por fundamentos sólidos, ainda que os movimentos futuros dependam diretamente do ritmo das negociações internacionais e do comportamento da demanda no mercado doméstico.

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