Com foco na justiça social e no direito à moradia, o Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta segunda-feira, mais um passo concreto na construção de uma política habitacional inclusiva. Ao lado da União e de prefeituras municipais, o Estado autorizou a construção de 249 novas moradias destinadas a comunidades indígenas, ribeirinhas, assentamentos e famílias de baixa renda em seis cidades.
A solenidade de assinatura dos contratos para as novas unidades habitacionais ocorreu na sala de reuniões da Governadoria, simbolizando um marco no compromisso de levar dignidade às populações historicamente excluídas do acesso à moradia. A iniciativa integra o Programa Minha Casa, Minha Vida, nas modalidades rural e entidades, e será viabilizada através de uma aliança entre o Governo Federal, o Governo do Estado e as administrações municipais de Anaurilândia, Bela Vista, Bonito, Ladário, Miranda e Ponta Porã.
O investimento total é de R$ 32,8 milhões, sendo R$ 24,5 milhões da União e R$ 7,1 milhões oriundos dos cofres estaduais. A meta é clara: promover o bem-estar e fortalecer o tecido social por meio do acesso à habitação segura, estruturada e localizada dentro da realidade cultural de cada comunidade.
Durante o ato de assinatura, as autoridades presentes destacaram que a expansão habitacional acompanha o crescimento econômico estadual, que atrai investimentos e movimenta a migração populacional. Por isso, a necessidade de garantir infraestrutura básica, especialmente habitação, é prioridade da atual gestão. O governador ressaltou que a política de moradia tem um papel estratégico em um estado que se projeta como referência em sustentabilidade, turismo e produção agroindustrial, mas que ainda convive com bolsões de vulnerabilidade.
Na cidade de Bonito, um dos maiores polos turísticos do país, 114 moradias serão construídas para atender famílias locais. Já o município de Bela Vista contará com 43 unidades destinadas à comunidade indígena da Aldeia Pirakua, reforçando o compromisso com os povos originários.
Anaurilândia receberá 14 moradias no Assentamento Esperança, enquanto a cidade pantaneira de Ladário terá 13 casas destinadas à comunidade ribeirinha da Área de Proteção Ambiental Baía Negra. No município de Miranda, serão erguidas 30 unidades na Aldeia Mãe Terra. Em Ponta Porã, serão 35 casas, sendo 23 na Aldeia Lima Campos e 12 na Aldeia Piraquá.
Essas construções simbolizam mais do que um abrigo. Representam a concretização de um direito fundamental, o reconhecimento do valor dessas comunidades e a intenção de reparar, por meio da política pública, os históricos esquecimentos a que foram submetidas. As casas, adaptadas à realidade de cada grupo contemplado, darão às famílias a oportunidade de viver com segurança, higiene, conforto e dignidade.
O secretário estadual envolvido na articulação institucional da ação salientou que o modelo de governança adotado em Mato Grosso do Sul, baseado na valorização da gestão municipalista e na sinergia entre entes federativos, tem sido essencial para o êxito do projeto. Essa união de esforços se reflete na credibilidade conquistada junto ao Governo Federal e nos sucessivos aportes que vêm transformando o cenário habitacional do Estado.
Desde 2014, Mato Grosso do Sul contabiliza mais de 3,6 mil unidades habitacionais entregues em 36 cidades, com investimento superior a R$ 570 milhões. Os números demonstram que a política habitacional não está restrita ao discurso, mas se traduz em obras, chaves entregues e vidas transformadas.
As lideranças locais celebraram o avanço. O prefeito de Bonito destacou o papel da prefeitura em garantir a documentação e a infraestrutura necessárias para viabilizar os projetos. Ele reforçou que a conquista é fruto de mobilização política, trabalho técnico e da confiança da população, que começa a ver seus direitos concretizados.
Com essas novas 249 moradias, Mato Grosso do Sul alcança a marca de 2.077 unidades contratadas somente nas modalidades rural e entidades, movimentando R$ 246,4 milhões. A expectativa é de que o ritmo de entregas se intensifique nos próximos meses, com novas assinaturas previstas e a expansão do programa para outros municípios.
As novas moradias são o reflexo de uma política que alia inclusão social, desenvolvimento urbano e respeito às particularidades regionais. Em um estado de dimensões continentais, garantir habitação a quem mais precisa é também garantir presença do Estado, dignidade às famílias e a chance de um futuro mais justo para todos.
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