Mato Grosso do Sul, 3 de julho de 2026
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Nova etapa do Periferia Viva amplia dignidade nas favelas e reafirma compromisso de Lula com o povo

Presidente anuncia investimentos de R$ 4,6 bilhões em urbanização de 49 comunidades em 12 estados e defende papel do Estado em garantir qualidade de vida às populações mais vulneráveis
Imagem - Ricardo Stuckert/PR
Imagem - Ricardo Stuckert/PR

O destaque do dia 25 de julho foi a cerimônia oficial conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Osasco, São Paulo, para o anúncio de uma nova etapa do programa Periferia Viva, dentro do escopo do Novo PAC Seleções 2025. A iniciativa, que pretende transformar a realidade de comunidades marcadas por décadas de abandono e precariedade, destinará R$ 4,67 bilhões a 49 comunidades espalhadas por 32 municípios em 12 estados brasileiros.

Na solenidade, realizada sob forte simbolismo político e social, Lula destacou que o objetivo do programa é reparar injustiças históricas e devolver à população periférica aquilo que há muito lhe foi negado: dignidade, infraestrutura adequada, mobilidade urbana, acesso à cultura, habitação segura e serviços básicos de qualidade.

“Estamos aqui porque não é justo que o povo trabalhador acorde de madrugada, enfrente ônibus lotado, viva em locais sem saneamento e iluminação, e ainda assim seja tratado com descaso. O que estamos fazendo é justiça com quem nunca teve prioridade”, afirmou o presidente, sob aplausos dos presentes.

A nova etapa do Periferia Viva prioriza a urbanização integrada, buscando resolver as múltiplas dimensões que afetam a qualidade de vida nas favelas. Entre as ações previstas estão a pavimentação de ruas, drenagem de águas pluviais, esgotamento sanitário, redes de abastecimento de água, recuperação ambiental, construção de equipamentos públicos, moradias populares e ações sociais voltadas à capacitação, regularização fundiária e fortalecimento comunitário.

São Paulo lidera como estado mais beneficiado

O estado de São Paulo receberá a maior fatia dos recursos, com mais de R$ 2 bilhões destinados a 13 comunidades selecionadas. Em Osasco, por exemplo, o bairro Jaguaripe e a comunidade do Limite, no Santa Maria, terão obras estruturantes que incluem a construção de 240 moradias na Favela da 13 e mais 194 unidades na Favela do Limite. Os investimentos para essas intervenções somam R$ 200 milhões.

Ainda em Osasco, foi anunciada a segunda fase da urbanização do Jardim Rochdale, tradicional área de risco com histórico de alagamentos. Com recursos de R$ 82 milhões, essa nova etapa prevê um complexo conjunto de obras: pavimentação, macrodrenagem, microdrenagem, redes de esgoto e água, iluminação pública, regularização fundiária, construção de novas praças e moradias, além de melhorias em unidades habitacionais já existentes. Serão 166 novas moradias e reforma em 319 unidades, beneficiando diretamente 481 famílias.

“É um processo completo de levar dignidade às comunidades. Estamos falando de casa própria, infraestrutura, cultura e lazer. Só em Osasco já investimos R$ 88 milhões na primeira etapa e agora ampliamos com mais R$ 82 milhões”, explicou o ministro das Cidades, Jader Filho. O prefeito Gerson Pessoa reforçou a parceria com o governo federal: “Seguimos avançando com orgulho e responsabilidade para fazer de Osasco uma cidade melhor para todos.”

Alcance nacional e articulação entre ministérios

O programa abrange comunidades em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Ceará, Pará, Amazonas, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal. Ao todo, 17 ministérios atuam de forma coordenada para garantir que as melhorias não se limitem à infraestrutura básica, mas que alcancem também as dimensões sociais, ambientais, culturais e econômicas da vida nas periferias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou a integração do poder público: “Essa é uma política de Estado, construída com diálogo, seriedade e foco em resultados. Voltar a Osasco com o presidente Lula é mais do que simbólico. É a materialização de um compromisso histórico com os que mais precisam.”

Critérios técnicos e abrangência social

Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o Novo PAC estabeleceu critérios técnicos rigorosos para a seleção dos projetos, priorizando aqueles com maior impacto social e viabilidade de execução. As propostas habilitadas incluem a construção de 5.606 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida, 8.434 unidades com financiamento habitacional, além de 8.465 melhorias habitacionais, beneficiando diretamente 375 mil famílias.

“Todas as propostas elegíveis foram incluídas. Esse não é um programa de governo, é uma política de Estado que se mantém independentemente de quem esteja no poder. A urbanização das favelas é um passo essencial para reduzir desigualdades e oferecer novas oportunidades para a população mais vulnerável”, ressaltou o ministro.

Transformação urbana com protagonismo comunitário

O Programa Periferia Viva se consolida como uma das principais ferramentas do governo federal para a transformação urbana e combate à desigualdade. Ao integrar obras de urbanização com ações sociais e políticas públicas estruturantes, o programa busca romper com o ciclo de marginalização e abandono que historicamente marcou as comunidades periféricas brasileiras.

Ao final da cerimônia, o presidente Lula reafirmou que, acima de disputas partidárias, o que importa é o compromisso com o povo. “Todos os governadores e prefeitos puderam apresentar seus projetos, gostem ou não de nós. Se o projeto tem consistência, será aprovado. O povo não pode esperar. E nós não vamos deixar ninguém para trás.”

Com a nova etapa do Periferia Viva, o Brasil dá um passo significativo para tornar suas cidades mais justas, humanas e inclusivas, dando voz, vez e dignidade àqueles que, por muito tempo, viveram à margem dos investimentos e das prioridades públicas.

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