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Mato Grosso do Sul, 22 de abril de 2024
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Onda de violência no Equador deixa pelo menos 10 mortos e 70 suspeitos presos

O decreto número 111, pelo qual o presidente do Equador declarou a existência de um “conflito armado interno”, implica a imediata mobilização e intervenção das forças de segurança no território nacional contra o crime organizado
Soldados equatorianos em um tanque patrulham as ruas do centro de Quito, em meio à tensão crescente no país.
GALO PAGUAY / AFP
Soldados equatorianos em um tanque patrulham as ruas do centro de Quito, em meio à tensão crescente no país. GALO PAGUAY / AFP

A crise de segurança e a onda de violência que atingem o Equador já deixaram pelo menos 10 mortos, de acordo com autoridades locais. O presidente Daniel Noboa classificou 22 facções criminosas como grupos terroristas.

As autoridades também relataram o sequestro de sete policiais. Dez prisões foram feitas em relação aos crimes, disse a polícia.

Os três policiais que trabalhavam no turno da noite foram levados de sua delegacia, segundo informou a polícia nas redes sociais na terça-feira (09), enquanto um quarto policial desaparecido foi levado por três criminosos em Quito.

“Nossas unidades especializadas estão ativas com o objetivo de localizar nossos colegas e prosseguir com a captura dos criminosos”, disse a polícia. “Esses atos não permanecerão impunes.”

Separadamente, 13 homens armados que assumiram o comando da estação de televisão TC durante uma transmissão ao vivo também foram presos na terça-feira (09).
Os conflitos no Equador começaram com a fuga de uma prisão em Guayaquil do criminoso Adolfo Macías, conhecido como “Fito”, um dos líderes do grupo Los Choneros, assim como de confrontos em outras prisões.

O que significa um “conflito armado interno”?

O decreto número 111, pelo qual o presidente do Equador declarou a existência de um “conflito armado interno”, implica a imediata mobilização e intervenção das forças de segurança no território nacional contra o crime organizado.

A medida ordena “providenciar a mobilização e intervenção das Forças Armadas e da Polícia Nacional no território nacional para garantir a soberania e a integridade territorial contra o crime organizado transnacional, as organizações terroristas e os atores beligerantes não estatais, de acordo com o disposto neste Decreto Executivo”.

Além disso, permite às Forças Armadas “realizar operações militares, ao abrigo do direito humanitário internacional e respeitando os direitos humanos, para neutralizar grupos identificados”.

A declaração de “conflito armado interno” se soma, segundo o decreto 111, ao estado de emergência e ao toque de recolher decretados anteriormente por Noboa devido à “grave comoção interna”.

De acordo com o artigo 164 da Constituição do Equador, o presidente da República “poderá decretar estado de emergência em todo o território nacional ou em parte dele em caso de agressão, conflito armado internacional ou interno, grave comoção interna, calamidade pública ou desastre natural”.

Entre segunda (8) e terça-feira (9), houve “uma noite de terror” em várias regiões do país, conforme descreveram cidadãos.

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