Mato Grosso do Sul, 5 de julho de 2026
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Pesquisa revela que Mato Grosso do Sul criou 2,7 mil empregos formais em junho e acumula 23,7 mil no ano

Estado supera desempenho de 2024 e contribui para saldo nacional de mais de 1,2 milhão de novas vagas; setor da construção lidera contratações e jovens com ensino médio são maioria entre os admitidos
Imagem - Vitor Vasconcelos
Imagem - Vitor Vasconcelos


Mato Grosso do Sul manteve sua curva de crescimento na geração de empregos formais, encerrando o mês de junho com 2.709 novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados no dia 4 de agosto pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O avanço é parte de um movimento mais amplo observado em nível nacional, que já registra mais de 1,2 milhão de admissões com carteira assinada no primeiro semestre de 2025.

A economia de Mato Grosso do Sul dá sinais concretos de vitalidade, impulsionada por setores estratégicos e pela dinâmica positiva do mercado de trabalho. O estado fechou junho com saldo de 2.709 empregos formais, resultado de 33.659 admissões contra 30.950 desligamentos. A performance expressiva contribuiu para o acumulado do ano, que chegou a 23.738 novas vagas com carteira assinada – quase o dobro do total alcançado em todo o ano de 2024, que somou 12.341 postos.

A análise por setor revela que a construção civil liderou a geração de empregos no estado, com saldo de 717 vagas. A relevância desse setor não é casual: ela reflete o crescimento de obras públicas e privadas em andamento, movimentando cadeias produtivas e estimulando a contratação de mão de obra local. Em seguida, destacam-se os segmentos de comércio (694), serviços (679), agropecuária (450) e indústria (171), todos com desempenho positivo em junho.

Do ponto de vista demográfico, os números reforçam um padrão já consolidado: a predominância masculina entre os admitidos, com 1.920 novos postos ocupados por homens. Contudo, o recorte educacional chama atenção: pessoas com ensino médio completo representaram a maioria das admissões, com 2.005 contratações. Os jovens entre 18 e 24 anos também se sobressaíram, sendo responsáveis por 1.453 novas vagas, o que evidencia a força da juventude no processo de inserção produtiva.

No recorte municipal, Três Lagoas lidera com 475 vagas, seguida por Campo Grande (366), Chapadão do Sul (275), Costa Rica (179) e Ribas do Rio Pardo (151). O município de Três Lagoas, com estoque superior a 45 mil vínculos formais ativos, consolida-se como um dos principais polos econômicos do estado.

A nível nacional, o Brasil superou a marca de 1.222.591 novos empregos no primeiro semestre, impulsionado principalmente pelo setor de serviços, que sozinho respondeu por mais de 643 mil admissões. O desempenho da indústria (229.858), da construção (159.440), da agropecuária (99.393) e do comércio (90.876) mostra um crescimento espalhado entre os principais setores da economia, algo vital para a solidez do mercado de trabalho.

Em junho, o país registrou saldo positivo em todas as áreas: serviços (77.057), comércio (32.938), agropecuária (25.833), indústria (20.105) e construção (10.665). Entre os estados, apenas o Espírito Santo teve desempenho negativo (-3.348), enquanto São Paulo (+40.089), Minas Gerais (+24.228) e Rio de Janeiro (+15.363) lideraram os saldos positivos. O maior crescimento proporcional foi observado no Amapá (1,29%).

A participação dos jovens foi novamente determinante para o resultado do mês: pessoas entre 18 e 24 anos responderam por 102.328 novos empregos. Outro dado relevante é a presença de pessoas com ensino médio completo, que lideraram as admissões com 124.139 vagas, além dos trabalhadores autodeclarados pardos, com saldo de 123.469 postos. No segmento de pessoas com deficiência (PCD), o saldo foi de 578 empregos no mês.

O salário médio de admissão também apresentou evolução. Em junho, o valor foi de R$ 2.278,37, um aumento de R$ 24,48 em relação a maio. Em comparação ao mesmo mês de 2024, o reajuste real chegou a 1,28%, demonstrando uma tímida, mas contínua, valorização dos rendimentos iniciais.

Apesar do cenário positivo, o desafio de manter e ampliar o ritmo de criação de empregos permanece. A estabilidade desses postos, a qualificação da mão de obra e a redução das desigualdades salariais e de gênero ainda são pontos críticos. O salto nos dados de Mato Grosso do Sul, porém, é um indicativo de que a política de incentivo ao emprego começa a surtir efeito — mas precisa ser acompanhada de investimentos estruturais para garantir continuidade e qualidade nos vínculos empregatícios.

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