Mato Grosso do Sul, 5 de julho de 2026
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Petrobras registra lucro de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre de 2025 impulsionada por alta produção e novos projetos no pré-sal

Estatal eleva investimentos, amplia capacidade de produção e reforça presença em áreas estratégicas, mesmo diante da queda no preço internacional do petróleo
Produção de óleo e gás aumentou 8% em relação ao mesmo período de 2024
Produção de óleo e gás aumentou 8% em relação ao mesmo período de 2024

A Petrobras encerrou o segundo trimestre de 2025 com um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões (US$ 4,7 bilhões), resultado fortemente influenciado pelo aumento de 8% na produção de óleo e gás em relação ao mesmo período de 2024. O avanço operacional compensou os efeitos da retração de 10% no preço médio do Brent no mercado internacional. Desconsiderando eventos não recorrentes, o lucro ajustado foi de R$ 23,2 bilhões (US$ 4,1 bilhões), patamar similar ao registrado no trimestre anterior.

Os números divulgados pela companhia indicam que o EBITDA Ajustado, sem eventos extraordinários, totalizou R$ 57,9 bilhões (US$ 10,2 bilhões). O Fluxo de Caixa Operacional atingiu R$ 42,4 bilhões (US$ 7,5 bilhões), sustentado principalmente pelo aumento da produção e pela eficiência na gestão dos ativos. Já os investimentos (Capex) chegaram a R$ 25,1 bilhões (US$ 4,4 bilhões) no período, com prioridade para projetos estratégicos no pré-sal.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a aceleração do plano de investimentos, que somou R$ 48,8 bilhões no primeiro semestre, representando um crescimento de 49% frente ao mesmo intervalo de 2024. Segundo ela, a produção diária média de 2,3 milhões de barris no trimestre foi impulsionada pela entrada em operação de novas plataformas e pela melhora na eficiência dos campos.

O desempenho positivo também se refletiu nos tributos pagos: R$ 66 bilhões foram destinados à União, estados e municípios no período. Além disso, foram aprovados R$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, reforçando a atratividade da estatal para os acionistas.

O diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo, ressaltou que, mesmo com a queda nas cotações internacionais do petróleo, a companhia conseguiu manter margens robustas graças ao incremento da produção e à utilização plena de ativos estratégicos.

No campo operacional, a Petrobras avançou com o ramp-up de importantes FPSOs, como o Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e o Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, que juntos adicionaram 270 mil barris diários de capacidade. A estatal também registrou a produção máxima do FPSO Marechal Duque de Caxias e deu início às operações do navio-plataforma P-78, que antecipa a produção em cerca de duas semanas e contribuirá com 180 mil barris diários.

Em paralelo, a companhia confirmou nova descoberta de petróleo de alta qualidade no pré-sal da Bacia de Santos e expandiu seu portfólio exploratório com a aquisição de 13 novos blocos no Brasil, além de manifestar interesse em áreas na Costa do Marfim. No refino, avançou com a ampliação da RNEST e colocou em operação uma nova unidade de hidrotratamento de diesel (HDT) na REPLAN, aumentando a produção de QAV e diesel S-10, e reforçando a estratégia de eliminar gradualmente o diesel S-500.

A produção de derivados de alto valor agregado manteve-se elevada, com diesel, gasolina e querosene de aviação representando 68% do volume total. O fator de utilização do parque de refino atingiu 91%, reforçando o aproveitamento da capacidade instalada.

Mesmo diante de desafios como a volatilidade do mercado internacional e a valorização do dólar, a Petrobras se mantém focada na execução de seu plano estratégico, que prioriza ativos de alta rentabilidade e sustentabilidade operacional. A expectativa é que a produção média de óleo e gás em 2025 alcance o topo da meta prevista, sustentada por novos sistemas de produção, descobertas relevantes e eficiência no aproveitamento de reservas.

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