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Mato Grosso do Sul, 24 de abril de 2024
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Polícia Federal apreende lista com 57 nomes de pessoas supostamente vacinadas

Policiais federais chegam à garagem da empresa Saritur, em BH — Foto: Reprodução
Policiais federais chegam à garagem da empresa Saritur, em BH — Foto: Reprodução

A Polícia Federal apreendeu, na manhã desta sexta-feira (26), uma lista com nome de 57 pessoas que supostamente foram vacinadas na última terça-feira (23), em uma empresa de transportes que fica no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A empresa foi alvo de operação da Polícia Federal, que investiga se houve vacinação irregular.

Os empresários Robson Lessa e Rômulo Lessa foram entrevistados informalmente por policiais federais durante a Operação Camarote. O irmão deles, Rubens Lessa, também será ouvido, mas não há confirmação da data.

A Operação Camarote apura a suposta importaçãoirregular de vacinas e a receptação doses, segundo a PF. Os dois empresários negaram o fato. Mas há indícios de que tenham obtido os imunizantes em algum país que faz fronteira com o Brasil e, não, diretamente com a Pfizer.

vídeo abaixo mostra uma movimentação anormal no local na última terça-feira (23). Imagens internas de segurança devem ser analisadas pela PF para tentar comprovar o episódio.Pessoas que supostamente receberam as doses já foram identificadas e também serão ouvidas.

Um dos donos da Saritur, Rubens Lessa, disse que a denúncia é de ‘total desconhecimento da diretoria’ da Saritur.

A Polícia Federal investiga a suspeita de quatro crimes:

  1. Um deles é de importação de mercadoria proibida, caso a eventual aquisição das doses tenha ocorrido antes da aprovação da lei que trata da compra de vacinas por pessoas jurídicas.
  2. Caso as doses tenham sido compradas após a aprovação da lei, a suspeita é de crime de descaminho.
  3. Ainda é apurado se houve falsificação ou adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, caso o episódio tenha ocorrido antes do registro da vacina da Pfizer na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
  4. Também é apurada suspeita de receptação pelas pessoas que receberam a vacina.

Antes das 6h, policiais saíram da sede da Polícia Federal, na Região Oeste de Belo Horizonte. Ao todo, seis mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 35ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte para que sejam recolhidas provas relativas ao caso.

Os policiais foram a vários pontos da empresa e vasculharam até o lixo a procura de provas. As buscas duraram 45 minutos. Eles também foram até a casas da vizinhança, em busca de imagens de circuito de imagens que mostrem a movimentação na região.

Denúncia

A informação sobre a vacinação dos empresários foi publicada na edição online da revista Piauí. Além da PF, o Ministério Público Federal (MPF) investiga a denúncia.

De acordo com a reportagem, um grupo de políticos, empresários e familiares, teria sido vacinado com doses da Pfizer. A farmacêutica negou a venda de vacinas fora do Programa Nacional de Imunização (PNI).

De acordo com a Piauí, os organizadores da vacinação foram os donos da Viação Saritur. Um deles, Rubens Lessa, é presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano. Por mensagem, ele se limitou a dizer: “Tenho conhecimento deste assunto”.

Entre os vacinados, segundo a revista, também estariam o ex-senador e ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) Clésio Andrade e o deputado estadual Alencar da Silveira Júnior (PDT).

O que dizem os citados

Clésio Andrade disse que desconhece o assunto e que está em quarentena, no Sul de Minas, há dois meses. Mas à revista Piauí, afirmou: “Estou com 69 anos, minha vacinação [pelo SUS] seria na semana que vem, eu nem precisava, mas tomei. Fui convidado, foi gratuito para mim”. Questionado , o ex-senador não confirmou a declaração.

Alencar da Silveira Júnior negou que tenha participado da vacinação. Já o empresário Rubens Lessa, em nota, afirmou que o “endereço da empresa mencionado na reportagem não pertence ao Grupo Empresarial SARITUR, esclarece que os nomes citados na reportagem não fazem parte da direção do Grupo e que, o assunto tratado na matéria, era de total desconhecimento da diretoria da empresa”.

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