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Mato Grosso do Sul, 19 de maio de 2024
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Prefeitura de Campo Grande pede 347 mil doses de vacina contra Covid ao Butantan

Depois que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram que estados e municípios podem comprar e fornecer vacinas contra o coronavírus à população, o município de Campo Grande quer retomar as negociações. O prefeito Marquinhos Trad (PSD) disse que irá retomar o plano de comprar 347 mil doses de vacina, conforme havia sido proposto no início do ano.

Em janeiro, o município já havia proposto a compra das doses ao Instituto Butantan e aguardava resposta. Com a autorização, a Prefeitura quer retomar a proposta e ainda pode negociar a compra de doses de vacinas de outros laboratórios. Marquinhos explica que, independente do laboratório, a Capital aceitará comprar qualquer uma das vacinas que sejam aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O prefeito ainda citou que a desconfiança com relação à vacina tem sido um comportamento novo na sociedade. “Eu sempre vacinei minhas quatro filhas, nunca questionei”, disse.

Com a autorização do STF, Marquinhos acredita que o Governo do Estado também deve negociar compra de novas doses para agilizar o processo de imunização em Mato Grosso do Sul. Com mais doses, a ideia é iniciar a vacinação de novos grupos.

347 mil doses para Campo Grande

No início do ano, a Prefeitura de Campo Grande propôs a compra de 347 mil doses da vacina Coronavac. A proposta havia sido apresentada ao Instituto Butantan, mas como as vacinas foram reservadas apenas para a compra do Ministério da Saúde, a negociação foi suspensa.

A imunização da população tem sido devagar em Mato Grosso do Sul, devido à quantidade de doses que são encaminhadas pelo Ministério da Saúde. Para o prefeito de Campo Grande, a autorização do STF para que municípios comprem vacinas deve agilizar a campanha.

“O presidente avocou pra si, centralizou, mas não cumpriu o planejamento. O Supremo Tribunal Federal disse: ‘disse o brasileiro não pode ficar a mercê de apenas uma pessoa’. [Por isso], os estados e municípios que tiverem disponibilidade financeira, por que não adquirir e dar imediatamente a vacina aos seus munícipes?”, disse Trad.

“São duas doses para cada pessoa, então, se temos uma população prioritária de cerca de 174 mil, o pedido é de 347 mil porque dobra, já que são duas doses da vacina. São os mesmos que tomam a vacina de Influenza, menos gestantes e crianças. Aí tem profissional de saúde, idosos, indígena, pessoal de salvamento, professor e outros”, disse a superintendente.

De acordo com a Sesau, no cronograma estão previstas a entrega de 121.736 doses, que é 35% do pedido, no mês de janeiro. Em seguida, serão 156.517 doses em fevereiro, correspondendo a 45% do pedido. Em março, seriam os 20% restante, o que significa 69.564 doses. No entanto, o documento ainda fala que novas doses podem ser solicitadas, com entrega prevista para maio deste ano.

Sobre o início da aplicação, a Sesau ressalta que vai depender do retorno do Butantan, em relação a disponibilidade de doses. No entanto, a intenção é começar a imunização, ainda este mês, na capital sul-mato-grossense.

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