Mato Grosso do Sul, 19 de junho de 2026
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Prefeitura de Corumbá quer que médico acusado de cobrar propina no SUS volte ao trabalho

Ricardo da Fonseca Chauvet também foi investigado por violência sexual mediante fraude
Ricardo da Fonseca Chauvet também foi investigado por violência sexual mediante fraude

Afastado da função de médico do município de Corumbá desde agosto de 2019 por decisão judicial, o obstetra Ricardo da Fonseca Chauvet, de 61 anos, é réu por cobrar, pelo menos, R$ 18.250,00 de seis pacientes entre os anos de 2015 e 2019. Mesmo assim, a prefeitura do município pantaneiro quer que ele volte a atender no serviço público.

O pedido causou estranheza ao autor da ação que corre na Justiça desde 2019, o promotor Luciano Bordignon Conte, da 5ª Promotoria de Justiça de Corumbá. Isso porque o pedido chegou sem que tenha sido informado qual o resultado de procedimento interno, instaurado pelo município, para investigar o comportamento do médico.

Para averiguar a situação, o promotor abriu novo procedimento dentro do Ministério Público, em que sustenta que a postura do município é questionável, “notadamente diante do decurso temporal sem informação de providência administrativa e a justificativa de pagamento de vencimentos sem contraprestação de atividade laboral”.

Fachada da Santa Casa de Corumbá, onde médico atua. (Foto: Ana Marchi/Correio do Amanhã)

Tanto que pede informações do resultado da sindicância à Prefeitura de Corumbá. Foi dado prazo de 10 dias úteis, a contar de 19 de junho, para que o município dê uma resposta. A reportagem também procurou a administração pública de Corumbá, via e-mail e assessoria de imprensa, mas não obteve retorno até a publicação deste material.

O médico também foi procurado, mas não houve retorno.

Casos 

A denúncia do Ministério Público por improbidade administrativa e que acusa o médico de enriquecimento sem causa cita seis pacientes que foram vítimas de Ricardo. A primeira, entre os dias 5 e 6 de janeiro de 2015, na Maternidade da Santa Casa de Corumbá, quando ele teria cobrado o marido de uma gestante o valor de R$ 1.250,00 “para a realização de procedimento cirúrgico disponibilizado gratuitamente pelo SUS”.

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