Mato Grosso do Sul, 3 de julho de 2026
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Presidente Lula participa de solenidade histórica em comemoração aos 90 anos do salário mínimo

Cerimônia na casa da moeda celebra data e política de valorização que beneficia milhões de brasileiros
Imagem - Ricardo Stuckert/PR
Imagem - Ricardo Stuckert/PR

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa nesta sexta-feira, dezesseis de janeiro de dois mil e vinte e seis, de uma cerimônia solene que marca as nove décadas de criação do salário mínimo no Brasil. O evento ocorre na Casa da Moeda do Brasil, localizada na cidade do Rio de Janeiro, e contará com o lançamento oficial de uma medalha comemorativa em alusão à data histórica. A celebração não apenas rememora a criação de um dos instrumentos mais importantes de justiça social do país, mas também reafirma a política de valorização permanente que o atual governo retomou.

Desde a sua implementação formal, o conceito de um piso salarial foi fundamental para promover a dignidade do trabalhador, reduzir as desigualdades sociais e fomentar o desenvolvimento econômico nacional. A história do salário mínimo remonta a mil novecentos e trinta e seis, quando foi criado pela lei número cento e oitenta e cinco e implementado por Getúlio Vargas. A medida surgiu como uma resposta às condições precárias de trabalho da época, com jornadas exaustivas e salários insuficientes para a subsistência básica das famílias, estabelecendo um patamar mínimo de remuneração.

A trajetória do salário mínimo, contudo, foi marcada por instabilidades. Em períodos de hiperinflação e sob regimes políticos autoritários, como durante o regime militar e nas décadas de mil novecentos e oitenta e mil novecentos e noventa, o poder de compra da população foi drasticamente corroído. A recuperação do seu valor real e a criação de uma política de valorização sistemática só ocorreram em dois mil e seis, durante o primeiro governo do presidente Lula. Essa política, que combina a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, e o crescimento real do Produto Interno Bruto, o PIB, preserva o poder de compra e assegura aumentos reais anuais.

Essa política de valorização foi interrompida pelo governo anterior, mas retomada em dois mil e vinte e três. Desde a sua reativação, o Governo do Brasil tem promovido aumentos reais acima da inflação, acumulando um crescimento de quatorze vírgula oito por cento no período. Essa estratégia contribui diretamente para a redução da pobreza e da desigualdade no país, além de estimular a economia, principalmente em regiões com maior concentração de trabalhadores de baixa renda, injetando bilhões de reais mensalmente no consumo e na geração de empregos.

Sem a implementação dessa política de valorização, o salário mínimo brasileiro valeria hoje cerca de oitocentos e vinte e três reais, muito abaixo do valor atual. Para dois mil e vinte e seis, ano em que o mínimo completa noventa anos e a política de valorização vinte anos, já vigora o novo valor de mil seiscentos e vinte e um reais, um reajuste de seis vírgula sete por cento em relação ao ano anterior. Esse aumento impacta diretamente a vida de sessenta e dois milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores, aposentados, pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, e beneficiários de políticas sociais. O impacto na economia do país é estimado em mais de oitenta e um bilhões de reais.

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