Mato Grosso do Sul, 22 de junho de 2026
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Previsão do tempo aponta instabilidade em Mato Grosso do Sul com alerta para tempestades e risco de enchentes

Estado terá variações de clima entre sol, chuvas fortes e quedas de temperatura, exigindo atenção redobrada da população em estradas, áreas urbanas e zonas rurais
Imagem - Viajar Melhor
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O mês de outubro começa em Mato Grosso do Sul sob o domínio de um clima instável, marcado por variações bruscas de temperatura, pancadas de chuva intensas e riscos associados a tempestades, ventos fortes, granizo e alagamentos em diversas regiões. A combinação entre massas de ar quente e úmido e a chegada de frentes frias ao Centro-Oeste cria um cenário que exige cautela da população e reforço nas medidas de segurança, tanto em áreas urbanas quanto rurais.

De acordo com institutos meteorológicos, a primeira semana do mês será de atenção especial. A previsão indica acumulados expressivos de chuva em várias cidades, o que pode provocar inundações rápidas e prejudicar o tráfego em rodovias estaduais e federais. Além disso, há expectativa de temporais acompanhados de descargas elétricas e rajadas de vento que, em alguns casos, podem ultrapassar os 70 km/h.

Campo Grande e região central

Na capital, as temperaturas devem variar entre 20°C e 31°C, com chuvas fortes concentradas principalmente no período da tarde e da noite. A instabilidade climática pode gerar alagamentos em bairros de baixa drenagem e impactar a mobilidade urbana.

Sul do estado (Dourados, Ponta Porã e Amambai)

A região sul terá dias de calor seguidos de fortes pancadas de chuva. Dourados registra máximas próximas a 30°C, mas com instabilidade frequente. Em Ponta Porã e Amambai, a situação é ainda mais crítica, com risco elevado de tempestades intensas, ventos fortes e possíveis quedas de granizo.

Pantanal (Corumbá, Ladário e Aquidauana)

No Pantanal, as temperaturas elevadas durante o dia contrastam com formações de nuvens carregadas ao final da tarde. Em Corumbá e Ladário, a previsão é de temporais localizados com risco de alagamentos em áreas ribeirinhas. Aquidauana pode enfrentar transbordamento de córregos caso as chuvas se intensifiquem.

Região norte (Coxim, Sonora e Rio Verde de Mato Grosso)

O norte do estado terá chuvas volumosas e persistentes. Coxim e Sonora enfrentam riscos de enxurradas em áreas urbanas, enquanto em Rio Verde a preocupação maior está nas estradas vicinais, que podem sofrer erosões devido às chuvas contínuas.

Região leste (Três Lagoas, Paranaíba e Água Clara)

No leste, a previsão aponta para chuvas acompanhadas de ventos fortes. Três Lagoas e Paranaíba devem registrar quedas de árvores e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica. Água Clara enfrenta riscos em rodovias com pista simples, onde a visibilidade pode ser drasticamente reduzida.

Região do Bolsão (Chapadão do Sul, Cassilândia e Costa Rica)

As cidades do Bolsão devem enfrentar chuvas intensas intercaladas com períodos de sol. Em Chapadão do Sul, há alerta para estradas de terra utilizadas no escoamento agrícola, que podem ficar intransitáveis. Cassilândia e Costa Rica também registram riscos de descargas elétricas e acúmulo de água em áreas rurais.

Os órgãos de Defesa Civil recomendam que a população esteja atenta a comunicados oficiais e evite se expor a situações de risco. Em caso de tempestades, o ideal é buscar abrigo em locais seguros, afastar-se de árvores, postes e placas metálicas, além de não permanecer em áreas alagadas. A orientação também é evitar a utilização de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante descargas elétricas.

Para motoristas, a atenção deve ser redobrada nas rodovias. A recomendação é reduzir a velocidade em caso de chuva, manter distância segura de outros veículos e evitar trafegar em locais com risco de alagamento ou enxurrada. Já os produtores rurais devem adotar medidas de precaução para proteger rebanhos e plantações em áreas vulneráveis às enchentes.

O mês de outubro, que marca a transição entre a seca e o período chuvoso em Mato Grosso do Sul, será decisivo para definir os impactos no campo e nas cidades. O monitoramento constante e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir danos materiais e proteger vidas diante de um cenário climático que tende a se manter instável nas próximas semanas.

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