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Mato Grosso do Sul, 3 de março de 2024
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Fabrício Queiroz enquadra clã Bolsonaro: “Eu vou pro pau mesmo”

O caso das rachadinhas, cuja investigação oficial acabou enterrada no Judiciário, entrou para o extenso rol dos escândalos políticos do país que ficam sem punição
Crédito: Arte / Metrópoles
Crédito: Arte / Metrópoles

Não é de hoje que se sabe que o notório Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, é um arquivo vivo capaz não apenas de complicar o filho 01 de Jair Bolsonaro, mas também o próprio ex-presidente, de quem foi muito próximo ao longo de anos.

No auge do escândalo das rachadinhas, o ex-assessor desapareceu e fez surgir uma pergunta que ficou marcada na história recente da política nacional: “Cadê o Queiroz?”. Tempos depois, ele foi encontrado pela polícia na casa do igualmente notório Frederick Wassef, um dos principais advogados da então primeira-família da República. Passou um tempo preso, mas logo deixou a cadeia.

O caso das rachadinhas, cuja investigação oficial acabou enterrada no Judiciário, entrou para o extenso rol dos escândalos políticos do país que ficam sem punição. Queiroz, porém, continuou a ser um fantasma a assombrar a família Bolsonaro. 

Os áudios e conversas de WhatsApp, revelados por Rodrigo Rangel no portal Metrópoles, mostram que ao menos até o fim de 2022, quando Bolsonaro já amargava a derrota para Lula nas eleições presidenciais, Queiroz vivia à sombra do clã e fazia ameaças em busca de socorro financeiro.

Santini, que no início do mês ameaçou colocar Flávio na cadeia, seria o interlocutor entre Queiroz e o clã Bolsonaro. Em uma das mensagens, o pivô das rachadinhas manda Santini lhe fornecer um “empréstimo” e colocar na conta do senador.

“Eu tô precisando de uma grana emprestada aí e depois eu vejo com o amigo lá pra te pagar aí, cara”, afirmou, tratando Flávio como “amigo”.

Em seguida, ele fala da derrota eleitoral para Lula, que teria colocado Bolsonaro em uma “sinuca de bico”.

“Eu sei que eles (os Bolsonaro) estão numa sinuca de bico do c. Acho que eles queriam tudo na vida, menos esses problemas que estão enfrentando com esse bandido aí voltando ao poder”.

“Eu vou pro pau”

Sentindo-se desprestigiado pelos Bolsonaro, Queiroz ainda faz uma ameaça explícita ao falar de uma conversa em que sua mulher havia procurado Victor Granado, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, para pedir dinheiro para pagar a faculdade da filha Evelyn Mayara.

“Acumula, fica seis meses, ela liga, se não (pagar) ela não pode renovar a matrícula. Eles (referindo-se aos filhos de Jair Bolsonaro) fizeram faculdade, eles são tudo (formados em) faculdade particular, eles sabem como é que funciona isso”, reclama.

Em seguida, Queiroz diz que a esposa de Granado “tá lá pendurada no gabinete ganhando 20 mil”, sobre o cargo comissionado a Mariana Frassetto Granado, que atua como assessora do senador desde 2019, com salário de mais de R$ 20 mil, e de um “contrato milionário” com uma advogada do filho de Bolsonaro.

“A mulher do Victor tá lá pendurada no gabinete ganhando 20 mil, o Victor tá com um contrato milionário com a Luciana… Eu não sou otário, pô, eu sei de tudo, entendeu?”, indaga.

Em seguida, Queiroz mostra ter informações que pode usar contra o clã Bolsonaro, caso as demandas financeiras dele não sejam atendidas.

“Eu quero falar isso com o amigo (Flávio), frente a frente. Porque, se for verdade, eu vou pro pau mesmo. Foda-se, eu sou homem pra caralho”.

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