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Mato Grosso do Sul, 17 de abril de 2024
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Quilombolas do Piauí, conhecem tecnologias da Embrapa e buscam parcerias

Os quilombolas conheceram de perto o Sisteminha Embrapa–UFU–Fapemig, que consiste na criação de peixes em tanque, horta e fruteiras
Foto: Divulgação/Embrapa
Foto: Divulgação/Embrapa

Integrantes da comunidade quilombola Mimbó, localizada no Piauí, visitaram a Embrapa Meio-Norte, onde conheceram a infraestrutura e as ações de pesquisa e transferência de tecnologias da Unidade e se reuniram com o chefe-geral e analista Anísio Lima Neto. A visita foi para que os quilombolas pudessem compreender o trabalho da Embrapa na pesquisa e transferência de tecnologias.

Eles falaram das demandas da comunidade, para que possam ser traçadas estratégias de políticas públicas sustentáveis, em parceria também com o governo do Piauí, buscando assim melhorias nas atividades agrícolas e na economia do quilombo.

Os quilombolas conheceram de perto o Sisteminha Embrapa–UFU–Fapemig, que consiste na criação de peixes em tanque, horta e fruteiras. Na oportunidade surgiu a ideia da criação do “Selo Quilombola” para produtos comercializados pelo Mimbó; a inserção deles e da comunidade Caldeirão nos Termos de Execução Descentralizados (TEDs); e a transferência e instalação de kits de sistemas de irrigação.

Para Anísio Lima Neto, o encontro com os membros do Mimbó foi o início da parceria entre a Embrapa e o quilombo, que é vista como uma grande oportunidade de ampliar os bons resultados da prática de agricultura familiar. Essas práticas, segundo ele, “trazem segurança alimentar às comunidades quilombolas piauienses e geram renda”. No encontro, ficou acertado que no início de fevereiro uma equipe da Embrapa visitará o quilombo para definir um plano de ação na comunidade.

O quilombo Mimbó

Com uma população de 177 pessoas 72 famílias, segundo o Censo de 2022 do IBGE, e uma área de 2.875 hectares, o quilombo Mimbó tem história. Ele é um dos mais antigos e preservados do País, conhecido internacionalmente por suas tradições afro-brasileiras. Os quilombolas do Mimbó plantam de tudo na comunidade, mas o forte mesmo é a produção de artesanato e a culinária.

A comunidade, segundo a professora Idelzuita Rabelo Paixão, surgiu com a união de quatro irmãos fugitivos de fazendas, onde eram escravizados, nos estados de Pernambuco e Bahia, com quatro irmãs que  viviam na região próxima ao rio Canindé.

O Piauí tem 14 territórios quilombolas. O maior deles é o Lagoa das Emas, no município de São Raimundo Nonato, a 536 quilômetros ao sul de Teresina.

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