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Mato Grosso do Sul, 2 de março de 2024
Campo Grande/MS
Fuente de datos meteorológicos: clima en Campo Grande a 30 días

Rios indicam começo da cheia que formam a Bacia do Amazonas

O rio Solimões também está em processo de formação de enchentes, com elevações menores na estação de Tabatinga, no oeste do estado do Amazonas, e elevações médias diárias de nove centímetros nas proximidades de Coari (AM) e Manacapuru (AM)

Após níveis mínimos históricos devido à falta de chuva na Região Norte, os rios que formam a Bacia do Amazonas estão em processo de formação de enchentes, situação que configura o início da cheia de 2024, conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB). As informações foram confirmadas na 8ª Reunião da Sala de Crise da Região Norte, promovida pela Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA).

No evento, a pesquisadora em geociências do SGB, Jussara Cury destacou que a maioria das estações monitoradas pelo SGB apresentou comportamento semelhante nas últimas semanas. Segundo ela, o nível do rio Negro, em Manaus (AM), teve elevações diárias e regulares na faixa de dez centímetros de altura, mas já voltou ao normal.

O rio Solimões também está em processo de formação de enchentes, com elevações menores na estação de Tabatinga, no oeste do estado do Amazonas, e elevações médias diárias de nove centímetros nas proximidades de Coari (AM) e Manacapuru (AM).

Da mesma forma, as estações das cidades de Itacoatiara (AM), Parintins (AM), Óbidos (PA) e Santarém (PA), apresentaram características do início da fase de enchente no rio Amazonas. “Nas próximas semanas, os prognósticos climáticos indicam chuvas em toda a bacia, o que pode contribuir para a consolidação do processo de enchente da região amazônica”, afirma Jussara.

Níveis críticos

Na reunião, a pesquisadora também ressaltou os rios com níveis mínimos históricos e deu um panorama das situações mais críticas, começando pelo rio Madeira, em Porto Velho (RO), que atingiu 122 centímetros em 04/01/2024, menor nível registrado neste ano. Em 2023, a pior seca ocorreu em outubro, com nível de 110 centímetros.

A situação tem afetado a população e impactado na geração de energia nas hidrelétricas de Jirau (RO) e Santo Antônio (RO), mas, no momento, o rio Madeira está em processo de recuperação e consolidação da cheia.

O processo de vazante no rio Branco, em Roraima, também é preocupante. “Esse rio merece atenção porque os níveis mínimos dessa vazante devem ocorrer em fevereiro. Em Boa Vista (RR), o rio Branco apresenta níveis considerados baixos para o período desde novembro”, alerta Jussara.

Já o rio Acre apresentou acentuada elevação de nível no início da semana na cidade de Rio Branco (AC). O registro mais recente apontou cota de 11,3 metros, sendo que a cota de atenção é de 12,5 metros.

As demais estações estão em processo regular de enchente, com níveis em fase de recuperação. É o caso do rio Solimões, em Manacapuru (AM); rio Negro, em Manaus (AM), e rio Purus, em Beruri (AM). Nos próximos dias, os rios com volume abaixo da média, como o Amazonas, nas cidades de Itacoatiara (AM) e Parintins (AM), devem subir de nível e voltar à normalidade.

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