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Mato Grosso do Sul, 5 de março de 2024
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Rússia e China vetam resolução dos EUA no Conselho de Segurança da ONU para conflito em Gaza

A proposta dos Estados Unidos reconhece o direito de Israel de se defender ‘contra ataques terroristas’, sem mencionar a ocupação ilegal de territórios palestinos por Israel
Imagem - Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images
Imagem - Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images

As propostas dos Estados Unidos e da Rússia para a resolução do conflito entre Israel e Hamas, na Faixa de Gaza, foram vetada durante a reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira, 25. Mais de 6 mil palestinos já morreram e 17 mil ficaram feridos após ataques israelenses à Gaza durante os 18 dias de conflito. Do lado israelense, o número de mortos permanece em 1.405, além de mais de 5 mil feridos.

A proposta dos Estados Unidos reconhece o direito de Israel de se defender ‘contra ataques terroristas’, sem mencionar a ocupação ilegal de territórios palestinos por Israel. Na reunião presidida pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, Rússia e China votaram contra a proposta norte-americana, que foi considerada como ‘politizada’ e que não condenava o ‘uso indiscriminado e desproporcional de força, tampouco pedia uma investigação sobre o ataque ao Hopistal de Al-Ahli’. O Brasil se absteve. Ao todo, a proposta recebeu 10 votos a favor. 

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, acusou a proposta dos EUA de ignorar a crise humanitária e de ser apenas uma estratégia política e ‘muito politizada’ que também ‘ignora a ocupação  israelense na região’. 

“A China não nega de forma alguma as preocupações de segurança de Israel. O que nos opomos é que o texto tente estabelecer uma nova narrativa sobre a questão israelo-palestiniana, ignorando o fato de que o Território Palestino está ocupado há muito tempo”, avaliou Zhang Jun, embaixador da China na ONU. 

Na semana passada, os Estados Unidos vetaram uma resolução elaborada pelo Brasil, que havia recebido 12 votos a favor, criticando a falta de menção ao direito de defesa de Israel. Já a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas, acusou a Rússia de criar um texto de última hora e sem permitir consultas com os outros pares do conselho.  

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