Mato Grosso do Sul, 26 de junho de 2026
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Salão de beleza é usado como esconderijo para submetralhadora e jovem é presa em flagrante

Policiais do Batalhão de Choque flagraram mulher com armamento de uso restrito em imóvel comercial, após denúncia anônima; ela alegou ter guardado a arma a mando do ex-marido, que cumpre pena por crimes graves
Submetralhadora, munições e carregadores apreendidas no salão (Foto: Divulgação | BPChoque)
Submetralhadora, munições e carregadores apreendidas no salão (Foto: Divulgação | BPChoque)

Uma ação rápida e precisa do Batalhão de Choque da Polícia Militar resultou na prisão de uma jovem de 20 anos, flagrada com uma submetralhadora escondida em um salão de beleza. O caso, que ocorreu em um bairro da zona urbana da capital, escancara a conexão de criminosos fora do sistema penitenciário com detentos que seguem articulando atividades ilegais mesmo de dentro de unidades de segurança máxima

A tranquilidade habitual de um bairro residencial foi interrompida na noite de sábado, após uma denúncia anônima mobilizar policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O informe indicava que uma mulher estaria escondendo armamento pesado no interior de um salão de beleza. A informação, precisa e detalhada, conduziu os agentes até um imóvel discreto, identificado por um banner que anunciava serviços estéticos

No local, os policiais foram recebidos por Kamily Vitória Coelho Theodoro, de 20 anos, que se apresentou como proprietária do estabelecimento. A abordagem transcorreu de forma pacífica. Questionada sobre a denúncia, a jovem não demonstrou resistência e autorizou a entrada dos militares.

Ao ser confrontada, Kamily admitiu prontamente que havia, de fato, uma arma de fogo no local. O objeto em questão era uma submetralhadora, armamento de uso restrito, que segundo ela, havia sido deixado sob sua responsabilidade pelo ex-marido, identificado apenas como Diego Willian, atualmente preso em unidade de segurança máxima da capital.

Ainda segundo o relato da jovem, o armamento foi entregue na sexta-feira, por meio de um terceiro. Ela teria sido conduzida por este homem até um ponto da cidade onde a arma estava escondida dentro de um veículo estacionado. Em seguida, a submetralhadora, acompanhada de munições e carregadores, foi levada ao salão e ali permaneceu até a chegada da polícia.

Com o flagrante, os militares do Batalhão de Choque apreenderam todo o material e deram voz de prisão à suspeita, que foi conduzida à delegacia e autuada por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. O caso agora está sob investigação da Polícia Civil, que irá aprofundar os vínculos da jovem com o ex-companheiro e apurar se ela atuava como parte de uma rede responsável por armazenar e distribuir armamentos na cidade.

A ocorrência evidencia mais uma vez a complexa teia de relações que se mantém ativa entre criminosos presos e cúmplices em liberdade. A polícia investiga se o armamento seria utilizado em ações violentas ou se estava apenas em trânsito, sendo transferido para outro local.

Além disso, a presença de uma arma de guerra em um imóvel comercial aberto ao público reforça o grau de risco que comunidades inteiras estão expostas, mesmo em espaços que, à primeira vista, parecem inofensivos.

A prisão de Kamily chama atenção não apenas pela idade da suspeita, mas pela ousadia da operação: esconder armamento de uso restrito sob o disfarce de um empreendimento legítimo, em pleno bairro urbano, escancara a necessidade de atenção permanente das forças de segurança pública.

O caso segue sob apuração, com novas diligências previstas para identificar demais envolvidos e rastrear a origem e destino da arma apreendida.

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