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Mato Grosso do Sul, 1 de março de 2024
Campo Grande/MS
Fuente de datos meteorológicos: clima en Campo Grande a 30 días

Sobe para 28 o número de mortes causadas pela passagem do ciclone no Sul

27 óbitos foram registrados no Rio Grande do Sul; Santa Catarina teve uma morte Fotos: RAFAEL DALBOSCO
27 óbitos foram registrados no Rio Grande do Sul; Santa Catarina teve uma morte Fotos: RAFAEL DALBOSCO

O número de vítimas das fortes chuvas motivadas pela formação de um ciclone extratropical pelo Sul do Brasil chegou a 28 nesta quarta-feira (6). A informação foi confirmada pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, que notificou mais seis mortes na cidade de Roca Sales.

O número de óbitos confirmados no estado chegou a 27, enquanto Santa Catarina registrou uma morte. O número no Rio Grande do Sul já havia saltado de 6 para 21 na terça-feira (5), quando o Corpo de Bombeiros localizou 15 pessoas mortas durante vistoria a residências em Muçum.

O governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) lamentou as novas mortes confirmadas no estado em publicação feita no X, anteriormente conhecido como Twitter. O político disse que conta com o apoio de uma aeronave da Polícia Rodoviária Federal, uma da Força Aérea Brasileira e uma da Marinha para o trabalho de resgate.

Durante uma live, ele afirmou ainda ter pedido que a Secretaria de Saúde do estado enviasse uma equipe de psicólogos para a região do Vale do Taquari, onde ficam os dois municípios que registraram mais mortes: Muçum e Roca Sales.

“Ao contrário de outras situações climáticas, não é uma localidade, às vezes, é uma cidade inteira, como no caso de Muçum, comprometida, então isso torna difícil a constituição de listas agora com nomes, desaparecidos. O esforço está sendo colocar toda equipe em campo para os resgates”, afirmou Leite.

Os ministros Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional, e Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social, estarão no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira, para visitar as áreas mais afetadas.

Segunda maior enchente da história do Rio Taquari

Essa é a segunda maior enchente da história do Rio Taquari, que alcançou 29,62 metros. A maior cheia já registrada aconteceu em 1941, quando o rio chegou a 29,92 metros.

Segundo o último boletim da Defesa Civil Municipal de Lajeado, o nível da água começou a baixar na terça-feira, por volta das 16h, mas ainda segue no estado de inundação.

A última medição, feita às 5h, apontou 26,58 metros. A Defesa Civil Estadual do RS manteve o alerta para inundação do Rio Taquari ativo até as 13h desta quarta.

A Prefeitura de Nova Prata informou que as imagens foram registradas na comunidade de São Belin, não há relatos de feridos e os moradores foram atendidos pela Defesa Civil.

Alto volume de chuvas

Em entrevista, a meteorologista da Climatempo Maria Clara Sassaki contou que algumas cidades do Rio Grande do Sul registraram, apenas na primeira semana do mês, toda a chuva prevista para o mês de setembro.

“Essa grande quantidade de chuva mantém o alerta ao longo dos próximos dias, mesmo que o tempo esteja mais firme, porque a água demora ainda para escoar. Os rios acabam extravasando, provocando novas enchentes, novos deslizamentos”, explicou.

Ciclone se afasta do Sul

O ciclone extratropical que atingiu a região Sul nos últimos dias se afastou, mas a passagem da frente fria associada a ele provocou uma queda acentuada na temperatura na região Sul na terça-feira (5), conforme informou a Climatempo.

A especialista explica que, com o afastamento do ciclone, o tempo firme volta a predominar no Sul e abre espaço para que o ar polar derrube mais ainda as temperaturas na região. Na região da fronteira com o Uruguai e na Campanha Gaúcha, o risco de geada é acentuado.

“Ao longo do dia, o tempo firme vai voltando para o Rio Grande do Sul e o ar polar toma conta da região Sul do país. Agora a gente tem um risco de geada, com temperaturas muito baixas no decorrer dos próximos dias no Sul do país”, relatou.

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