Mato Grosso do Sul, 25 de junho de 2026
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Terremotos na Venezuela deixam mais de 160 mortos e governo anuncia fundo de US$ 200 milhões para reconstrução do país

Abalos sísmicos de alta magnitude provocam destruição em diversas regiões, deixam milhares de feridos e mobilizam ajuda internacional em meio a cenário de emergência nacional
Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingem a Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP
Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingem a Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP

Os terremotos que atingiram a costa da Venezuela na noite de quarta-feira provocaram uma grave crise humanitária no país, com registro de pelo menos 164 mortes confirmadas até o momento e mais de mil pessoas feridas, além de um número ainda incerto de desaparecidos sob escombros de prédios e residências que desabaram em diferentes regiões. O cenário é de destruição ampla, com equipes de resgate atuando de forma contínua em busca de sobreviventes.

A presidente Delcy Rodríguez informou na manhã desta quinta-feira que o governo venezuelano vai criar um fundo de US$ 200 milhões destinado à reconstrução das áreas afetadas, com foco na recuperação de infraestrutura, hospitais, moradias e serviços essenciais. A medida busca acelerar a resposta à tragédia e reduzir o impacto social e econômico causado pelos abalos sísmicos.

O estado de La Guaira foi apontado como a região mais atingida, com registro de dezenas de edifícios colapsados, estruturas danificadas e comunidades inteiras em situação de emergência. Em pronunciamento oficial, a chefe do governo classificou o cenário como uma das maiores tragédias recentes do país, destacando que todas as forças disponíveis estão sendo direcionadas para salvar vidas e apoiar os resgates.

Os tremores ocorreram em sequência e aumentaram o nível de destruição. O primeiro abalo teve magnitude de 7,2 e foi registrado no final da tarde, na região de Morón, no litoral venezuelano, a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. Pouco depois, um segundo terremoto de magnitude 7,5 atingiu a mesma área, ampliando os danos estruturais e agravando a situação de emergência.

As autoridades internacionais de monitoramento geológico estimam que o número de vítimas pode aumentar significativamente à medida que as equipes avançam nas buscas em áreas de difícil acesso. Há projeções que indicam possibilidade de um número muito maior de mortos, dependendo do avanço do trabalho de resgate e da situação estrutural dos prédios atingidos.

Durante a noite do desastre, também foi emitido um alerta de tsunami, que posteriormente não se confirmou, reduzindo o risco de uma segunda onda de impactos na região costeira. Mesmo assim, o medo de novos eventos sísmicos mantém a população em estado de alerta e dificulta o retorno à normalidade.

A missão internacional de direitos humanos solicitou que o governo venezuelano suspenda temporariamente restrições a redes sociais, com o objetivo de facilitar a comunicação de emergência, localização de desaparecidos e coordenação de ajuda entre cidadãos e equipes de resgate.

Diante da gravidade da situação, diversos países anunciaram disposição para enviar ajuda humanitária, incluindo equipes de busca, equipamentos de salvamento e suprimentos médicos. Entre as nações que se mobilizaram estão Brasil, México, Estados Unidos, China e Catar, que iniciaram articulações para apoio logístico imediato.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou e determinou que a equipe do Ministério das Relações Exteriores acompanhe de perto a situação, avaliando formas de apoio ao país vizinho diante do desastre natural.

Com a destruição ainda sendo contabilizada e o trabalho de resgate em andamento, a Venezuela enfrenta um dos episódios sísmicos mais graves de sua história recente, com impactos que devem se estender por meses ou até anos, especialmente na reconstrução das áreas urbanas e na retomada dos serviços essenciais.

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