A noite de segunda-feira terminou em tragédia na Vila Santo Eugênio, em Campo Grande, quando Adriano Antero Batista, de 39 anos, morreu depois de trocar tiros com policiais militares. O caso aconteceu por volta das 20h, na Rua Aparício Vieira Borges, e mobilizou viaturas e equipes de perícia. O suspeito, que já tinha um longo histórico criminal, tentou fugir de uma abordagem e acabou baleado durante o confronto com os agentes.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar fazia rondas de rotina pela região quando avistou Adriano circulando de bicicleta com um volume suspeito na cintura. Ao notar a presença da viatura, ele demonstrou nervosismo e desceu rapidamente do veículo, abandonando uma sacola verde com entorpecentes e uma balança de precisão. Em seguida, correu para dentro de uma casa nas proximidades.
Os policiais seguiram o suspeito e, ao entrarem no imóvel, foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. Em resposta, um dos PMs revidou e acabou atingindo Adriano com um tiro no tórax. O homem foi socorrido imediatamente e levado até a UPA Universitária, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento médico.
No local da ocorrência, a perícia encontrou um revólver calibre .22 com uma munição percutida e duas deflagradas, além de outras dez munições intactas. A arma usada pelo policial militar, uma pistola Beretta APX 9mm, também foi recolhida para análise. Todo o material apreendido foi encaminhado à delegacia para os devidos procedimentos legais.
Adriano não era desconhecido da polícia. Ele acumulava uma série de passagens criminais, incluindo tráfico de drogas, violência doméstica, ameaça, descumprimento de medida protetiva, furto e roubo. Um dos episódios mais marcantes envolvendo o suspeito ocorreu em 2010, quando ele foi preso após assaltar um casal em um veículo no bairro Aero Rancho. Naquela ocasião, também tentou fugir da polícia de bicicleta e chegou a sacar uma arma contra os agentes, mas caiu e foi detido após se ferir na queda.
Ao longo dos anos, Adriano protagonizou diversas ocorrências policiais, sendo considerado um indivíduo de alta periculosidade. Apesar das inúmeras oportunidades de reabilitação e dos atendimentos médicos recebidos ao longo das abordagens, ele continuava envolvido com o mundo do crime, o que acabou resultando em um desfecho violento e trágico.
A Polícia Civil agora investiga os detalhes do confronto, enquanto os moradores da região, já acostumados com o clima de tensão, esperam que o episódio sirva de alerta para a crescente presença de drogas e violência no bairro.
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