Mato Grosso do Sul, 26 de junho de 2026
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Wellington Dias reforça compromisso de erradicar a fome e destaca avanços sociais no Brasil

Ministro do Desenvolvimento Social apresenta redução histórica da insegurança alimentar e estratégias de política pública para consolidar resultados
Imagem - Vitor Vasconcelos
Imagem - Vitor Vasconcelos

O Brasil atravessa um momento singular no enfrentamento da fome e da pobreza, segundo avaliação do ministro Wellington Dias. Em entrevista concedida nesta quarta-feira, 15 de outubro, ao programa “Bom Dia, Ministro”, o titular da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome traçou um panorama dos recentes ganhos sociais do governo e reafirmou a ambição de nunca mais permitir que a fome volte a castigar o país.

Dados revelados pelo IBGE mostram uma queda significativa na proporção de domicílios em situação de insegurança alimentar grave: passou-se de 4,1 % para 3,2 % em um ano, o que representa a retirada de mais de dois milhões de pessoas dessa condição. As reduções foram observadas em todas as regiões, tanto nas áreas urbanas quanto nas zonas rurais. Dias lembrou ainda que, em julho, o Brasil foi retirado do Mapa da Fome da ONU, reconhecimento que reforça o sentido de que as políticas adotadas são consistentes e efetivas.

O ministro enfatizou que o governo adota uma abordagem integrada. Ao cruzar dados de cadastro social, saúde pública e segurança alimentar, o Ministério identifica de forma antecipada residências em risco. Nos casos mais urgentes, são mobilizadas equipes para saber se a insegurança provém de escassez de alimento, ausência de renda ou problemas de saúde — e então é acionada uma rede de apoio que inclui distribuição de cestas básicas, inclusão no Bolsa Família ou benefício assistencial, e encaminhamento a programas complementares.

A estratégia de “só sair para cima” foi destacada como um dos pilares do novo modelo: uma vez beneficiada, a família só poderá deixar o sistema social para subir em direção ao emprego formal, negócio próprio ou outra fonte de renda regular. Se, em algum momento, perder a renda, não retornará imediatamente à fome, mas voltará ao benefício correspondente ao quadro social atualizado.

Para ampliar o alcance, o governo vem adotando o mecanismo de “busca ativa” em praticamente todos os municípios. Parcerias com igrejas, escolas, associações comunitárias e redes de saúde reforçam a capilaridade da ação estatal na ponta, garantindo que cidadãos invisíveis aos sistemas sejam encontrados e contemplados. O ministro revelou otimismo para 2025, acreditando em resultados ainda mais expressivos nessa política focalizada.

Entre os exemplos concretos, Dias lembrou do caso de Jennifer Vilharva, que obteve sua habilitação pelo programa CNH MS Social e pôde se deslocar com autonomia para o trabalho, reduzindo dependência de transporte público. Ele usa esse tipo de relato para ilustrar o impacto social, mostrando que empoderar indivíduos é também devolver dignidade e ampliar oportunidades no mercado de trabalho.

No cenário internacional, o Brasil tem buscado protagonismo. Por meio da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, recém criada, o país assume compromisso com metas ambiciosas: alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda e garantir alimentação escolar de qualidade a 150 milhões de crianças até 2030. A iniciativa já conta com 201 países participantes e foi lançada durante a presidência brasileira do G20.

Durante sua visita à sede da FAO, em Roma, acompanhado do presidente Lula, Dias participou de discussões sobre o reforço de planos nacionais em países da África, Caribe e América Latina. O Brasil tem influenciado o desenho de programas que combinam soberania nacional e cooperação internacional, especialmente no foco em mulheres, crianças e populações vulneráveis.

Wellington Dias concluiu lembrando que “não há solução para a fome e a pobreza se as nações ricas não cooperarem”. Ele convoca os países desenvolvidos a contribuírem com recursos, conhecimento e financiamento com condições justas, e afirma que o Brasil quer não só consolidar conquistas internas, mas também colaborar para que o mundo supere o flagelo da fome.

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