Mato Grosso do Sul, 23 de julho de 2026
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Sol forte e ar seco predominam neste domingo em Mato Grosso do Sul

Estado enfrenta temperaturas elevadas, baixa umidade e risco de incêndios, exigindo atenção da população em todas as regiões
Imagem - Cemtec/Divulgação
Imagem - Cemtec/Divulgação

O domingo 31 de agosto amanheceu ensolarado em todo o Mato Grosso do Sul, marcando um dia de calor intenso e clima seco, que vem preocupando autoridades e exigindo cautela da população. A combinação de altas temperaturas e baixos índices de umidade trouxe um cenário típico desta época do ano, com céu aberto, pouca presença de nuvens e risco elevado de incêndios em áreas urbanas e rurais.

Em Campo Grande, a manhã começou com 24 °C e clima agradável, mas rapidamente a temperatura ultrapassou os 30 °C, atingindo os 34 °C nas primeiras horas da tarde. Além do calor, a umidade relativa do ar despencou, chegando a apenas 12 % em alguns momentos do dia, o que levou à emissão de alerta laranja de perigo pela Defesa Civil. A condição representa risco real à saúde e exige cuidados redobrados.

Regiões do estado sob calor e tempo seco

No norte do estado, cidades como Coxim, Rio Verde de Mato Grosso e Sonora enfrentaram temperaturas acima de 33 °C, com sensação térmica ainda mais elevada devido à ausência de ventos. A região também registrou baixa umidade, reforçando o risco de queimadas em áreas de pastagem e vegetação.

No sul, em municípios como Dourados, Ponta Porã e Naviraí, o domingo também foi de calor, com termômetros marcando entre 31 °C e 32 °C. A proximidade com áreas de fronteira trouxe variação maior de nuvens, mas sem chuvas significativas, mantendo a secura no ar e o desconforto térmico.

No pantanal, Corumbá e Ladário enfrentaram calor intenso, com picos de 35 °C e sensação de abafamento. O reflexo das águas da região, aliado à vegetação seca ao redor, aumentou a sensação térmica e trouxe risco acentuado de incêndios florestais, um problema recorrente no bioma nesta época do ano.

Já na região leste, Três Lagoas, Água Clara e Paranaíba registraram temperaturas próximas a 33 °C, com baixa umidade durante todo o período da tarde. A estiagem prolongada aumenta o desconforto da população e preocupa produtores rurais.

No bolsão, municípios como Cassilândia, Chapadão do Sul e Inocência também enfrentaram o calor seco, com máximas de 34 °C, cenário que tende a se repetir nos próximos dias.

Impactos diretos na saúde e no cotidiano

O clima seco provoca uma série de efeitos que vão desde problemas respiratórios até agravamento de doenças crônicas. Médicos alertam para sintomas comuns como ressecamento da pele, ardência nos olhos, dor de cabeça e irritação nas vias aéreas. Crianças e idosos são os mais vulneráveis, necessitando de maior atenção.

Além da saúde, o tempo seco impacta diretamente a rotina das cidades. Queimadas urbanas, comuns nesta época do ano, se espalham com facilidade, colocando em risco bairros inteiros e exigindo ação rápida do Corpo de Bombeiros. Na zona rural, o risco de incêndios em lavouras e áreas de pastagem cresce de forma alarmante.

Cuidados necessários diante do clima adverso

Diante do cenário, autoridades recomendam medidas simples, mas essenciais:

  • Ingerir líquidos com frequência, mesmo sem sentir sede.
  • Evitar exercícios físicos e atividades ao ar livre entre 10h e 16h.
  • Usar roupas leves, chapéus e protetor solar.
  • Manter ambientes úmidos com toalhas molhadas, baldes de água ou aparelhos umidificadores.
  • Evitar queimadas e não descartar bitucas de cigarro em áreas secas.
  • Procurar sombra e locais ventilados em períodos de maior calor.

Perspectiva para os próximos dias

A previsão indica a manutenção do cenário de calor e secura em todo o Mato Grosso do Sul ao longo da semana. A falta de chuvas continua sendo a principal preocupação, com possibilidade de que o estado enfrente um setembro de estiagem prolongada. Para os próximos dias, a tendência é de que as temperaturas permaneçam elevadas, com máximas entre 32 °C e 36 °C em várias regiões.

A população deve se preparar para dias consecutivos de calor, reforçando hábitos de prevenção para minimizar os impactos na saúde e no cotidiano. O Mato Grosso do Sul enfrenta, assim, mais um período em que o sol forte e o ar seco impõem ritmo e limites ao dia a dia de milhares de pessoas.

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