Mato Grosso do Sul, 23 de julho de 2026
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Calor extremo e baixa umidade marcam a segunda-feira em Mato Grosso do Su

Estado enfrenta clima seco, temperaturas elevadas e riscos à saúde e ao meio ambiente, exigindo cuidados redobrados da população
Imagem - Projeto Arara Azul
Imagem - Projeto Arara Azul

Mato Grosso do Sul iniciou esta segunda-feira, 15 de setembro, sob forte influência de uma massa de ar seco que mantém o céu limpo, a ausência de chuvas e temperaturas em rápida elevação ao longo do dia. O cenário reforça um alerta para os riscos relacionados ao calor intenso e à baixa umidade, fenômenos que afetam diretamente o bem-estar da população e aumentam as chances de incêndios em áreas urbanas e rurais.

O amanhecer trouxe temperaturas amenas em algumas regiões, mas o quadro muda de forma acelerada com o avanço da manhã. A combinação de sol forte e ar seco intensifica a sensação de calor e impõe cuidados extras à população.

Previsões por região e cidades

Região centro-sul

Campo Grande deve registrar máxima de até 38 ºC, com sensação térmica ainda mais elevada devido à baixa circulação de ventos. A umidade relativa do ar pode atingir índices críticos abaixo de 20% durante a tarde. Já em Dourados, as temperaturas ficam em torno de 36 ºC, com forte desconforto térmico, principalmente em áreas com pouca arborização. Em Ponta Porã, que costuma apresentar clima mais ameno por conta da altitude, a máxima também se aproxima dos 36 ºC, refletindo o peso da onda de calor.

Região pantaneira

Em Corumbá, a máxima prevista chega aos 39 ºC, com destaque para a baixa umidade que agrava os riscos de incêndios na vegetação seca do Pantanal. Coxim e Aquidauana enfrentam condições semelhantes, com calor extremo e ar seco durante a maior parte do dia. A orientação é de cautela em qualquer atividade ao ar livre.

Região norte

Três Lagoas deve registrar até 39 ºC, acompanhada de sensação térmica ainda mais alta. A cidade enfrenta ventos quentes que intensificam o desconforto, criando um ambiente de risco para atividades físicas em horários de pico. No entorno, municípios como Paranaíba e Aparecida do Taboado também enfrentam temperaturas próximas aos 38 ºC, reforçando a necessidade de hidratação constante.

Região sul e sudoeste

Na região de Naviraí e Amambai, as temperaturas oscilam entre 35 ºC e 37 ºC. Nessas cidades, a baixa umidade soma-se ao calor intenso e afeta especialmente trabalhadores rurais, que enfrentam longas jornadas sob o sol forte. A orientação é aumentar as pausas e priorizar o trabalho em horários de menor exposição.

Impactos na rotina da população

As altas temperaturas e a baixa umidade interferem diretamente no cotidiano da população sul-mato-grossense. Nas escolas, professores e gestores reforçam a importância da hidratação dos alunos, enquanto unidades de saúde registram aumento de atendimentos relacionados a alergias, problemas respiratórios e quadros de desidratação.

Trabalhadores expostos ao sol, como na agricultura e na construção civil, precisam adotar pausas frequentes, utilizar roupas leves e manter garrafas de água sempre à disposição. Nas cidades, o transporte público sem climatização adequada amplia o desconforto e exige mais atenção com a saúde.

À noite, o alívio é pouco perceptível, já que as temperaturas permanecem elevadas, mantendo sensação de abafamento e dificultando o descanso da população.

Recomendações e cuidados essenciais

  • Beber água ao longo de todo o dia, mesmo sem sentir sede.
  • Utilizar roupas leves, chapéus e protetor solar durante a exposição ao sol.
  • Evitar exercícios físicos intensos nos horários de pico de calor.
  • Manter ambientes ventilados e, quando possível, recorrer a umidificadores.
  • Redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
  • Em caso de sinais de exaustão ou desidratação, buscar atendimento médico imediato.

Olhar para os próximos dias

As previsões indicam que Mato Grosso do Sul continuará sob o domínio de ar seco e quente ao longo da semana. Não há expectativa de chuvas significativas até o final do período, o que reforça os riscos à saúde pública e à propagação de queimadas.

A Defesa Civil mantém o alerta para índices críticos de umidade e orienta que a população siga rigorosamente as recomendações de saúde e de prevenção contra incêndios. O cenário atual exige disciplina, adaptação da rotina e consciência coletiva para enfrentar os dias de calor extremo.

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