Mato Grosso do Sul, 25 de junho de 2026
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VÍDEO: Jovem de Campo Grande e adolescente são mortos em execução brutal dentro de bar em Mato Grosso

Criminosos armados renderam vítimas diante de testemunhas e dispararam diversas vezes; Polícia Civil investiga ligação com acerto de contas
Imagem - Reprodução
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A noite de terça-feira (7) terminou em violência brutal no município de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, onde um crime de execução expôs novamente a força da criminalidade organizada na região. Por volta das 21h40, dois homens encapuzados e armados invadiram um bar e assassinaram a tiros o campo-grandense Marlon Roberto de Souza Diniz, de 23 anos, e um adolescente de 16 anos. A ação foi registrada por câmeras de segurança e mostra que os criminosos agiram com frieza, controlando o ambiente e escolhendo alvos específicos diante de testemunhas.

As imagens revelam Marlon sentado em um sofá ao lado do adolescente e de uma mulher. Minutos antes da execução, a mulher se levanta, caminha até a entrada, observa o movimento externo e retorna ao local. Em seguida, dois homens entram, um deles com capacete e outro de camiseta vermelha. O primeiro se aproxima já com a arma em punho, enquanto o segundo aborda o grupo. Eles ordenam que a mulher permaneça sentada e determinam que as vítimas deitem no chão. Em seguida, efetuam disparos múltiplos e deixam o local correndo.

Clima de terror dentro do bar

Testemunhas relataram pânico durante a ação, já que o bar estava em funcionamento no momento do ataque. Frequentadores se dispersaram em busca de proteção enquanto os tiros ecoavam. Os dois jovens não tiveram chance de defesa. A mulher que estava no sofá ao lado das vítimas sobreviveu ilesa porque os criminosos a pouparam deliberadamente, reforçando a tese de que o duplo homicídio foi um ato de execução direcionada.

A frieza dos suspeitos indica planejamento e possível envolvimento com grupos ligados ao tráfico ou ao crime organizado. O modo de agir, com armas em punho, determinação das posições das vítimas e disparos fatais à queima-roupa, segue o padrão de execuções que já ocorreram em outras cidades da região norte de Mato Grosso, onde facções disputam território e controle de atividades ilícitas.

Investigações e repercussão

A Polícia Civil de Mato Grosso assumiu as investigações e trabalha na análise das imagens do circuito interno do bar, além da coleta de depoimentos de testemunhas e busca por informações sobre a rota de fuga dos criminosos. Equipes também avaliam a vida pregressa das vítimas, para identificar possíveis conexões com conflitos anteriores ou ameaças recebidas.

Marlon Roberto de Souza Diniz havia se mudado de Campo Grande e, segundo conhecidos, passava temporadas em Mato Grosso. O adolescente morto ainda não teve identidade divulgada oficialmente. A polícia também apura se havia algum tipo de ligação entre eles e os executores, uma vez que a ação não teve caráter de assalto, mas sim de ataque premeditado.

A repercussão do caso nas redes sociais foi imediata, com moradores expressando indignação e medo diante da escalada da violência na região. O clima de insegurança se intensifica em cidades do norte mato-grossense, onde episódios de execução em bares, residências e áreas públicas têm se tornado frequentes nos últimos anos.

Contexto regional de violência

Peixoto de Azevedo, localizado a cerca de 1.350 quilômetros de Campo Grande, integra um corredor de municípios que frequentemente registram confrontos ligados ao narcotráfico. A cidade, de médio porte, já foi alvo de operações policiais contra facções criminosas que atuam no fornecimento e distribuição de drogas. Crimes de execução em ambientes públicos, como bares e ruas centrais, refletem o padrão de disputa territorial e acerto de contas entre grupos rivais.

As autoridades locais destacam que o reforço policial é constante, mas o avanço das facções e a vulnerabilidade das cidades do interior ainda representam desafios graves para a segurança pública do estado.

Próximos passos

As equipes da Polícia Civil devem ouvir testemunhas nos próximos dias e usar as imagens para tentar identificar os criminosos, apesar de estarem encapuzados ou com capacete. A perícia balística também deve indicar o tipo de arma usada e possíveis conexões com outros crimes recentes na região.

Enquanto isso, familiares de Marlon e do adolescente aguardam a liberação dos corpos e o traslado para sepultamento. O clima é de consternação tanto em Peixoto de Azevedo quanto em Campo Grande, onde a notícia da execução trouxe repercussão imediata.

O caso permanece em investigação e, até o momento, ninguém foi preso.

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