Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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Operação Força e Ordem prende cinco moradores por Gato na rede de energia elétrica na Vila Nhanhá

Ação conjunta entre polícia e concessionária combate ligações clandestinas em Campo Grande
Militares, civis e funcionários da Energisa vistoriaram casas na Nhanhá
Militares, civis e funcionários da Energisa vistoriaram casas na Nhanhá

Na manhã desta quinta-feira, uma operação coordenada entre policiais civis, militares e funcionários da Energisa resultou na prisão de cinco moradores em flagrante por furto de energia elétrica na Vila Nhanhá, em Campo Grande. As equipes visitaram oito endereços no bairro, onde foram constatadas irregularidades na rede de distribuição de energia, prática conhecida como “gato”. O crime é enquadrado como furto qualificado, que possui penalidade mais severa, variando de dois a oito anos de reclusão.

A operação Força e Ordem prosseguiu para outros bairros após a vistoria inicial na Vila Nhanhá, com foco em identificar novos pontos de ligação clandestina. A tenente Diana, do 10º Batalhão da Polícia Militar, explicou que a ação foi motivada pela constatação, durante rondas, de que diversas moradias estavam conectadas irregularmente à rede de energia. A reportagem acompanhou a ação na Rua Floriano Paulo Corrêa, onde foram realizadas vistorias detalhadas em cada imóvel.

O delegado da 5ª Delegacia, Leandro Azevedo, destacou que a responsabilidade dos presos será avaliada na delegacia, podendo envolver tanto moradores quanto proprietários dos imóveis. O furto de energia admite a liberação dos presos mediante pagamento de fiança, mas todos passam por perícia para confirmar a existência de instalações clandestinas. O grupo inicial de imóveis a serem vistoriados acabou sendo ampliado durante a operação, já que a fiscalização casa por casa revelou novos locais suspeitos.

A operação ocorreu sem a necessidade de mandados, já que se tratava de flagrantes de crimes. O furto de energia é considerado um delito continuado, o que dispensa autorização judicial para a busca. Segundo Denise Simões, representante de Relações Institucionais da Energisa, as ligações clandestinas representam risco grave à segurança pública, podendo causar descargas elétricas, incêndios e comprometer o fornecimento regular de energia para todos os consumidores.

As operações são realizadas em pontos onde já havia sido constatado corte de energia, e as pessoas voltaram a fazer ligações clandestinas. O trabalho de fiscalização é contínuo, com equipes da concessionária e das forças de segurança realizando ações regulares em todo o estado. A ação desta quinta-feira reforça o compromisso com a segurança, a justiça e a responsabilidade no uso dos serviços públicos essenciais.

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