Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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Integração estratégica fortalece vigilância sanitária e impulsiona expansão do agronegócio sul-mato-grossense

Ação conjunta entre produtores e Governo consolida segurança sanitária, amplia competitividade e projeta novos mercados para produtos do estado
Imagem -  Mairinco de Pauda
Imagem - Mairinco de Pauda

A consolidação de uma política integrada entre o produtor sul-mato-grossense e os governos estadual e federal se tornou um dos pilares do fortalecimento do agronegócio regional. A manutenção do status de área livre de aftosa sem vacinação e a abertura de novos mercados internacionais foram apresentadas como prioridades durante o 8º Fórum PNEFA MS, realizado em Campo Grande, que reuniu lideranças do setor produtivo e representantes da administração pública para discutir ações de vigilância e projeção econômica.

Durante a abertura, o secretário de Estado Jaime Verruck destacou que a conquista sanitária obtida pelo Mato Grosso do Sul exige vigilância ininterrupta. A estrutura técnica implantada nos últimos anos foi apresentada como instrumento essencial para garantir a segurança do rebanho e sustentar a confiança de compradores internacionais. A ausência de vacinação, segundo o secretário, não representa risco imediato, mas impõe rigor nas ações de monitoramento e resposta rápida diante de qualquer eventualidade sanitária.

O encontro também contou com a participação do diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, que apresentou o sistema digital utilizado pela agência para rastreamento, monitoramento territorial e gestão epidemiológica. A ferramenta permite maior precisão na análise de dados, reforçando o trabalho de campo realizado por equipes técnicas e oferecendo bases mais seguras para a tomada de decisões. Ingold afirmou que a agência está preparada para atuar de forma imediata, caso algum indício de enfermidade seja identificado, mantendo protocolos compatíveis com exigências internacionais.

A vigilância permanente foi apontada como elemento central para que o estado avance na abertura de novos mercados. Segundo Verruck, o reconhecimento internacional da qualidade do rebanho e da segurança sanitária se soma à transformação econômica que o Mato Grosso do Sul vem experimentando nos últimos anos, marcada por expansão produtiva, aumento da industrialização e diversificação das exportações. Os números apresentados demonstram crescimento expressivo da área cultivada, com ampliação de 516% na superfície plantada com diversas culturas.

O processo de modernização da produção inclui a expansão de grãos, cana-de-açúcar e florestas plantadas sobre áreas de pastagens. Esse movimento tem fortalecido cadeias produtivas estratégicas e ampliado a competitividade estadual. Paralelamente, programas ambientais como o PSA Bioma Pantanal e políticas de incentivo ao manejo sustentável reforçam o compromisso com a preservação e a valorização dos recursos naturais. Esses fatores aumentam a confiança de investidores e compradores estrangeiros, especialmente em mercados com regras rígidas de rastreabilidade ambiental.

O comércio exterior sul-mato-grossense mantém ritmo robusto, movimentando bilhões de reais anualmente e alcançando 170 destinos ao redor do mundo. A presença crescente do estado nas exportações brasileiras reflete a consolidação das cadeias de proteína animal, soja e produtos florestais. Apesar da forte participação da China, novos destinos têm sido conquistados de forma progressiva, ampliando a diversificação da pauta exportadora.

No setor de proteínas animais, os índices demonstram que o estado segue como um dos principais contribuintes do país, ocupando posição relevante no ranking nacional. Exportações de carne bovina, suína e de frango alcançam quase meio milhão de toneladas ao ano, gerando resultados bilionários e mantendo o Mato Grosso do Sul como referência no segmento.

A implantação da plataforma de conformidade ambiental, desenvolvida em parceria internacional, garantiu ao estado protagonismo nas discussões sobre desmatamento zero, rastreamento de cadeia produtiva e atendimento a padrões internacionais. A iniciativa abrange setores como soja, milho e pecuária, consolidando a imagem de um estado alinhado às exigências globais por sustentabilidade e baixa emissão de carbono. Entre os desafios apresentados estão a adequação às regras ambientais europeias, acordos internacionais e a consolidação de práticas sustentáveis dentro das propriedades rurais.

No campo da infraestrutura, a logística foi tratada como ponto decisivo para o futuro do agronegócio. A Rota Bioceânica, em fase avançada de implementação, foi citada como o maior vetor de integração do estado com mercados do Pacífico. A ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, já próxima da conclusão, deverá reduzir custos, distâncias e prazos no escoamento de produtos. Além disso, investimentos em rodovias, hidrovias e ferrovias complementam o planejamento voltado a dar suporte à expansão produtiva e a consolidar o Mato Grosso do Sul como corredor estratégico para as exportações brasileiras.

O Governo do Estado reforçou que a parceria com produtores, aliada à inovação tecnológica e à sustentabilidade, constitui os alicerces para consolidar a competitividade sul-mato-grossense. A união desses elementos mantém a vigilância sanitária como prioridade, fortalece a abertura de novos destinos comerciais e projeta o estado para uma posição de referência mundial em produção agropecuária sustentável.

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