A Polícia Militar acabou com um esquema de entrega de maconha em Campo Grande na tarde deste domingo, 11 de janeiro de 2026. Um motoboy de 22 anos foi pego fazendo entrega de drogas no Loteamento Costa Verde, bairro com ruas nomeadas de personagens da Turma da Mônica. O rapaz chamou a atenção ao tentar esconder o rosto debaixo de uma árvore e acabou levando os policiais até o fornecedor de 41 anos.
Tudo começou quando uma viatura fazia ronda de rotina na Costa Verde, região residencial tranquila conhecida pelos nomes divertidos das ruas como Rua Cebolinha, Rua Cascão e Rua Mônica. Os policiais viram um rapaz parado na moto, embaixo de uma árvore esperando a chuva fina passar. Quando a viatura se mudou, o motoboy abaixou a cabeça e virou o rosto, atitude que para a PM é sinal clássico de quem está com algo errado.
Os agentes pararam, fizeram uma abordagem e revista na moto. No bagageiro encontrei duas bolas grandes de supermaconha bem embrulhadas. Questionado, o jovem de 22 anos abriu o jogo na hora. Disse que trabalhou pra um “disk droga” e tava ali aguardando pra fazer a entrega que ia render R$ 100 pra ele. Sem enrolar, entregue nome e endereço do chefe no Bairro Parati, ali perto.
A equipe da PM foi direto pro local indicado e armou campana. O traficante de 41 anos viu a viatura e tentou se livrar da prova jogando duas esferas iguais pela janela da casa. Mas os policiais estavam atentos e colocaram tudo. Pesado, deu 1.090 gramas de maconha de altíssima qualidade, aquela mais forte que circula por preço alto.
O homem confessou o esquema completo. Cobrava R$ 2,6 mil por esfera, tudo pago por Pix do comprador direto. O motoboy era o entregador contratado para levar até a casa do cliente, evitando risco pro chefe. O celular do traficante foi apreendido para rastrear outros contatos e clientes. Os dois foram presos em flagrante e levados pela Depac Cepol.
O Loteamento Costa Verde fica na saída São Paulo com ruas em homenagem a turma da Turma da Mônica viraram point pra entregas discretas de droga. Motoboy usava moto comum, sem placa falsa, mas esperava em pontos estratégicos como árvores ou postes pra não chamar atenção. Chuva ajudou na esperança, mas acabou atrapalhando o plano.
Supermaconha pesa mais e rende mais pro tráfico. Cada esfera de 500g sai por R$ 2,6 mil por usuário final, que paga pela descrição da entrega. Esquema cresceu com aplicativos de entrega comuns, mas motoboys de drogas usam WhatsApp ou sinal combinado. Polícia diz que um gesto errado como baixar cabeça entrega quem tá na atividade.
Bairro Parati tem casas terreas e vielas que facilitam a fuga, mas dessa vez não deu. Vizinhos já tinham reclamado de movimento estranho na casa do traficante. Com celular apreendido, PF vai cruzar mensagens e Pix pra mapear clientes e outros entregadores. Prisão em flagrante leva direto para audiência de custódia segunda-feira.
Costa Verde cresceu rápido com loteamentos para quem trabalha em Campo Grande mas quer sossego. Problema de drogas começou com usuários jovens comprando online. A PM intensifica rondas em ruas como Rua Magali e Rua Franjinha, onde entregas acontecem de dia para disfarçar. Moradores pedem mais patrulha e câmeras.
Caso mostra como a entrega de maconha é feita em bairros residenciais. Motoboy ganha pouco por entrega, mas faz várias vezes por dia. Chefe fica na retaguarda lucrando alto. Polícia alerta pra sinais como moto parada sem motivo, atitude nervosa e espera em pontos isolados. Prisão reforça que esquema tem fim quando alguém dá pinta.
Dupla fica à disposição da Justiça. Droga vai para destruição e moto fica retida. A operação mostra resposta rápida da PM em denúncia visual, garantindo segurança em área familiar conhecida pela Turma da Mônica.
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