Mato Grosso do Sul, 23 de junho de 2026
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Fabio Junior morre após ser imobilizado com golpe de mata-leão pelo genro em bairro de Campo Grande

Confronto familiar no Jardim Tarumã termina em tragédia após genro intervir em briga para defender namorada
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A escalada de violência doméstica em Mato Grosso do Sul registrou um desfecho fatal na noite de domingo, 18 de janeiro de 2026, no Bairro Jardim Tarumã. Fabio Junior de Souza Feitoza, um vigilante de 44 anos, perdeu a vida após ser contido pelo próprio genro por meio de uma técnica de imobilização conhecida como mata-leão. O episódio marca a quinta morte por homicídio contabilizada em apenas 24 horas no estado, mobilizando equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar para atender a ocorrência que envolve conflitos familiares e denúncias prévias de agressividade.

A Polícia Militar foi acionada para comparecer ao local onde encontrou Fabio Junior caído ao solo, ainda sob imobilização do genro. De acordo com o depoimento do suspeito, a tensão na residência havia começado horas antes. Por volta das 18h, o genro presenciou o momento em que a sogra e uma vizinha foram conduzidas à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a Deam, após o vigilante ter supostamente agredido a moradora da região. O clima de hostilidade permaneceu latente até o retorno do genro de um mercado, por volta das 21h30.

Ao chegar ao imóvel, o jovem deparou-se com Fabio Junior visivelmente alterado, discutindo de forma ríspida com a própria filha e exigindo a entrega do aparelho celular dela. Ao tentar intervir na discussão para proteger a namorada, o genro teria sido ameaçado pelo sogro, que avançou em sua direção utilizando um capacete. Segundo o relato oficial, ambos entraram em luta corporal franca. Durante o confronto, o suspeito utilizou o capacete para reagir e aplicou o golpe de estrangulamento técnico para cessar o ataque do vigilante, solicitando auxílio dos vizinhos logo em seguida.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para prestar o socorro de urgência. Fabio Junior chegou a receber as manobras de atendimento médico especializado, porém não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado no local. O genro apresentava diversas marcas visíveis do confronto, incluindo mordidas no braço e na mão, além de escoriações no queixo e arranhões pelo corpo. Ele foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e, após ser ouvido pela autoridade policial, foi liberado para responder ao processo em liberdade.

Testemunhas que residem nas proximidades corroboraram a versão apresentada pelo autor. Um dos vizinhos afirmou aos policiais que o comportamento de Fabio Junior era constantemente agressivo e que a esposa da vítima estava, naquele exato momento, buscando medidas protetivas de urgência na delegacia devido ao histórico de violência do marido. Tais relatos reforçam a tese de que o ambiente familiar era pautado por conflitos recorrentes que culminaram na tragédia deste fim de semana.

A Polícia Civil registrou o caso como homicídio simples e lesão corporal dolosa, solicitando a realização de um exame necroscópico minucioso no Instituto de Medicina e Odontologia Legal. A perícia será fundamental para determinar se a causa da morte foi diretamente decorrente da asfixia pelo golpe ou se houve outros fatores agravantes. A investigação prossegue para avaliar se a reação do genro foi proporcional à ameaça sofrida, enquadrando-se ou não nos requisitos legais da legítima defesa perante a justiça sul-mato-grossense.

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