Na madrugada desta quinta-feira, 21 de janeiro de 2026, um casal residente na zona rural de Campo Grande, às margens da rodovia Br-163, viveu momentos de puro terror ao ter sua casa invadida por um homem completamente nu. O invasor, identificado posteriormente como tendo 31 anos, agrediu com extrema violência o morador de 69 anos, que já enfrenta problemas graves de saúde, incluindo um acidente vascular cerebral recente e a implantação de marca-passo. A esposa da vítima, a dona de casa Maria Lourdes Lima, de 57 anos, descreveu o episódio como uma visão da morte em seus olhos, tremendo ainda de pavor ao relatar os fatos.
Maria Lourdes prestou depoimento na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol, ainda abalada pelo trauma. Ela enfatizou o medo constante de que o agressor retorne ao imóvel isolado, onde o casal busca tranquilidade após anos de luta pela saúde do marido. A residência, situada em área de difícil acesso, destaca a vulnerabilidade de famílias rurais que dependem de solidariedade vizinha para proteção imediata.
“Vi a morte nos meus olhos. Eu passei um medo tão grande, tremi igual vara verde. Eu não sabia o que fazer, sou mulher e não tenho força. Eu tentava tirar a mão dele de um lado, mas ele socava com a outra. Agora estou com medo do meu marido morrer, está muito fraco, meu Deus. Tenho muito medo dele voltar de novo”, desabafou Maria Lourdes, com a voz carregada de angústia.
O casal dormia pacificamente quando o homem surgiu do nada, despido e agressivo. Ele se lançou sobre o idoso, que repousava vulnerável devido às cirurgias cardíacas recentes. O agressor aplicou uma gravata no pescoço da vítima, apertando com força bruta, e desferiu socos repetidos na cabeça, rachando a testa, inchando os olhos e causando lesões graves na face. Maria Lourdes, desperta pelo barulho, tentou intervir, mas sua força física se mostrou insuficiente contra a fúria do invasor.
Ela gritou por socorro durante longos minutos, apelando para os vizinhos próximos. A demora na resposta expôs a precariedade da segurança em regiões rurais como essa, onde estradas como a Br-163 conectam Campo Grande a áreas produtivas, mas isolam moradores de respostas rápidas das autoridades. Somente após insistentes chamados, alguns vizinhos acorreram, forçando o homem a fugir a pé pelas ruas adjacentes.
A Polícia Militar localizou o suspeito poucas quadras adiante, ainda nu e com um corte superficial na cabeça, possivelmente decorrente da fuga ou de confronto anterior. Ele foi inicialmente levado à Unidade de Pronto Atendimento para atendimento médico, mas, apresentando comportamento alterado e agressivo, precisou ser algemado antes do encaminhamento à delegacia. A polícia registrou o caso como lesão corporal de natureza grave, violação de domicílio e ameaça, com o suspeito devidamente identificado.
Enquanto isso, o idoso foi socorrido e internado na Santa Casa de Campo Grande. Médicos diagnosticaram traumatismo craniano, fraturas na face e lesões oculares no olho direito, agravadas pelo histórico cardíaco da vítima. Sua condição inspira cuidados intensivos, com monitoramento constante para evitar complicações como infecções ou piora neurológica.
Episódios como esse reacendem preocupações com a segurança pública em zonas rurais de Mato Grosso do Sul, onde invasões domiciliares e agressões impulsivas expõem falhas em patrulhamento noturno. Autoridades investigam possíveis motivos, como transtornos mentais ou uso de substâncias, mas o trauma imposto ao casal transcende explicações iniciais. Maria Lourdes, agora sozinha em vigília hospitalar, clama por reforço policial na região para prevenir novas tragédias.
A investigação prossegue na Depac do Cepol, com depoimentos adicionais de vizinhos e análise de imagens de câmeras próximas. O caso serve como alerta para comunidades semelhantes, reforçando a necessidade de redes de apoio comunitário e investimentos em iluminação e vigilância ao longo da Br-163.
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