Mato Grosso do Sul, 24 de junho de 2026
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Mato Grosso do Sul projeta safra recorde de bioenergia com produção de cinco bilhões de litros de etanol

Estado alcança patamar histórico na fabricação de combustível renovável e açúcar fortalecendo a economia regional com milhares de empregos e tecnologia no campo

Mato Grosso do Sul se prepara para viver um momento histórico no setor produtivo com a estimativa de alcançar a marca de cinco bilhões de litros de etanol na safra de dois mil e vinte e cinco e dois mil e vinte e seis. Este volume expressivo é resultado do processamento de cinquenta e dois milhões de toneladas de cana-de-açúcar que devem passar pelas usinas sul-mato-grossenses nos próximos meses. Além do combustível que abastece os veículos e move a economia sustentável a expectativa também é alta para o açúcar com a projeção de dois milhões e cem mil toneladas produzidas. O Estado já responde por treze vírgula cinco por cento de toda a produção nacional de etanol consolidando sua posição como um dos motores que impulsionam a energia limpa no Brasil.

Um dos grandes diferenciais dessa nova fase é a força do etanol derivado do milho que já corresponde a quarenta e quatro por cento do total fabricado em solo sul-mato-grossense. Essa diversificação da matéria-prima traz mais segurança para o mercado e garante que as usinas operem durante todo o ano gerando renda e mantendo a estabilidade do setor sucroenergético. Os números que mostram esse crescimento foram detalhados durante a quarta edição da Expocanas realizada em Nova Alvorada do Sul. O município que carrega o título de maior produtor de cana do Estado serviu de base para o encontro que reuniu cerca de dez mil pessoas e cento e vinte expositores focados em apresentar o que há de mais moderno em máquinas e técnicas de plantio.

A abertura do evento contou com a participação do governador Eduardo Riedel e de secretários estaduais que reforçaram o compromisso com o desenvolvimento sustentável. A feira se tornou o ponto central para quem busca fechar negócios e entender o rumo da bioenergia no Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul ocupa hoje o quarto lugar no ranking nacional de produção de cana e de etanol além de ser o segundo maior produtor de etanol de milho do país. No campo da exportação de bioeletricidade o Estado também se destaca na quarta posição nacional mostrando que o aproveitamento dos resíduos da cana para gerar energia elétrica é uma realidade lucrativa e eficiente que beneficia todo o sistema nacional.

O impacto social dessa expansão é sentido diretamente na vida dos trabalhadores com mais de trinta e quatro mil empregos diretos criados pelas usinas e campos de cultivo. Esse exército de profissionais atua desde o manejo da terra até os complexos processos laboratoriais dentro das indústrias. Para os gestores estaduais a cadeia da bioenergia é a base que sustenta o crescimento regional atraindo investimentos bilionários e colocando o Estado na frente quando o assunto é a transição para energias que agridem menos o meio ambiente. A competitividade do produto local aliada à logística eficiente tem transformado as cidades do interior em verdadeiros polos tecnológicos atraindo jovens profissionais e novas empresas.

Com o encerramento da safra atual e o planejamento rigoroso para o próximo ciclo o cenário para o agronegócio de Mato Grosso do Sul é de otimismo e trabalho intenso. A integração entre o campo e a indústria permite que o Estado não apenas produza matéria-prima mas entregue produtos de alto valor agregado para o mercado interno e externo. O fortalecimento dessa rede produtiva garante que a economia local continue crescendo acima da média nacional transformando o potencial natural da região em riqueza e desenvolvimento para toda a população sul-mato-grossense.

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