Mato Grosso do Sul, 22 de julho de 2026
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Padrasto é preso por manter enteado de 13 anos acorrentado em GO

Adolescente com necessidades especiais foi encontrado sozinho, trancado em um imóvel comercial e com lesões pelo corpo. Suspeito de 54 anos foi localizado na rodoviária de Anápolis quando tentava deixar a cidade

Um homem de 54 anos foi preso nesta terça-feira, 21, em Anápolis, Goiás, suspeito de manter o enteado de 13 anos trancado e acorrentado em um imóvel comercial havia pelo menos um mês. O adolescente, que tem necessidades especiais de saúde, foi resgatado com ferimentos pelo corpo.

A Polícia Civil começou a apurar o caso após uma denúncia enviada à prefeitura. A informação indicava que uma criança com necessidades especiais sofria maus-tratos e era mantida em cárcere dentro de um estabelecimento comercial.

Equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, do Conselho Tutelar e do Programa Linha de Frente foram ao endereço e encontraram o adolescente sozinho, preso no imóvel. Segundo os investigadores, havia sinais de que ele era mantido acorrentado.

Durante as diligências, a polícia identificou indícios de que o padrasto pretendia deixar Anápolis. A DPCA solicitou a prisão preventiva do suspeito, e o pedido foi autorizado pela Justiça.

O homem foi localizado na rodoviária da cidade na tarde de terça-feira, quando tentava fugir. Após a prisão, ele foi levado para interrogatório.

De acordo com a delegada Aline Lopes, titular da DPCA de Anápolis, o suspeito disse que mantinha um relacionamento com a mãe do adolescente havia três meses. Ele também admitiu que acorrentava o menino e alegou que tomava a medida porque o jovem seria muito violento.

A mãe afirmou à polícia que também sofria agressões e que teria sido impedida pelo companheiro de procurar o filho. O suspeito indicou aos agentes onde ela estava após ser preso.

A investigação continuará para apurar se a mulher teve participação nos maus-tratos. A polícia considera a possibilidade de ela também ser vítima de violência doméstica praticada pelo homem.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, as penas previstas para os crimes atribuídos ao investigado podem chegar, somadas, a 13 anos de prisão. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

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