Mato Grosso do Sul, 22 de julho de 2026
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Campo Grande: empresário é perseguido e executado a tiros no quintal de casa enquanto aguardava trabalhador

Matheus Luiz de Castro Vasconcelos tentou escapar dos disparos entrando no imóvel, mas morreu antes da chegada do socorro; Polícia investiga possível acerto de contas e relembra antecedentes da vítima
Matheus foi preso, mas teve liberdade concecida durante custódia em janeiro de 2025 (Foto: Instagram)
Matheus foi preso, mas teve liberdade concecida durante custódia em janeiro de 2025 (Foto: Instagram)

A violência voltou a assustar moradores da região do Bairro Novos Estados, em Campo Grande, após um empresário de 22 anos ser executado a tiros dentro do quintal da própria residência. A vítima, identificada como Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, aguardava a chegada de um eletricista para dar continuidade à reforma da casa recém-adquirida quando foi surpreendida por dois homens que chegaram em uma motocicleta efetuando diversos disparos.

O ataque aconteceu de forma rápida e violenta. Segundo as primeiras informações levantadas pelas equipes policiais, os criminosos já se aproximaram atirando contra o empresário, que tentou correr para o interior do imóvel na tentativa de escapar da execução. Mesmo buscando abrigo, ele acabou atingido por vários tiros e morreu antes que qualquer atendimento médico pudesse ser realizado.

Equipes da Polícia Militar e do Batalhão de Choque foram mobilizadas imediatamente para preservar a cena do crime e iniciar as primeiras diligências. A área foi isolada para o trabalho da perícia, enquanto investigadores passaram a coletar informações que possam levar à identificação dos autores.

Moradores da vizinhança relataram que ouviram uma intensa sequência de disparos logo nas primeiras horas da manhã. Muitos acreditaram inicialmente que o barulho fosse provocado por motocicletas circulando pelas ruas do bairro, mas logo perceberam que havia ocorrido um homicídio quando as mensagens começaram a circular entre moradores da região.

Durante os levantamentos realizados na residência, os peritos recolheram diversas cápsulas de munição espalhadas pelo quintal e pela entrada do imóvel. A quantidade de estojos encontrados demonstra a intensidade da ação criminosa e reforça a hipótese de que os atiradores chegaram ao local com o objetivo específico de executar a vítima.

As investigações iniciais apontam que uma das linhas apuradas pelas autoridades envolve possível ligação do crime com atividades de agiotagem. Essa hipótese, entretanto, ainda será aprofundada durante o inquérito policial, juntamente com outras informações que possam esclarecer a motivação da execução.

Um pedreiro que trabalhava na reforma da residência presenciou parte da ação e descreveu momentos de extremo desespero. Segundo ele, Matheus estava sentado em uma cadeira no quintal aguardando o eletricista quando os criminosos surgiram repentinamente.

O trabalhador contou que, ao perceber os primeiros disparos, buscou proteção atrás de um muro para evitar ser atingido. Segundo seu relato, a sequência de tiros foi interrompida por alguns instantes e logo recomeçou, dando a impressão de que um dos criminosos teria trocado o carregador da arma antes de continuar os disparos.

Ainda conforme o pedreiro, a cena foi marcada pelo grande número de tiros efetuados contra o empresário, transformando o imóvel em um cenário de extrema violência.

O trabalhador também relatou que conhecia Matheus havia cerca de três anos e afirmou que o jovem havia adquirido a casa recentemente, iniciando uma ampla reforma para morar no local com a esposa, que está grávida de cinco meses.

Natural de Camapuã, o empresário havia iniciado uma nova etapa da vida ao investir no imóvel. Pessoas próximas relataram que ele trabalhava com compra e venda de automóveis e motocicletas, atividade que desenvolvia após receber apoio financeiro da família para iniciar os negócios.

Enquanto familiares e amigos tentam compreender o ocorrido, investigadores também analisam o histórico criminal da vítima. Matheus Luiz de Castro Vasconcelos já havia sido preso anteriormente por envolvimento em outro caso registrado na Capital.

Na ocasião, ele foi detido após ser apontado como responsável por efetuar diversos disparos de arma de fogo contra uma borracharia localizada no Bairro Estrela Dalva II. Conforme o registro policial daquele episódio, uma caminhonete utilizada na ação foi localizada pouco tempo depois por equipes de patrulhamento.

Durante a abordagem realizada na época, os policiais encontraram com Matheus uma pistola calibre 9 milímetros e diversas munições. Ele admitiu que não possuía autorização legal para portar a arma e acabou conduzido à delegacia, onde respondeu pelos procedimentos previstos na legislação.

Segundo informações apuradas durante as investigações daquele caso, Matheus declarou exercer atividades comerciais envolvendo compra e venda de joias, optando por prestar esclarecimentos detalhados apenas durante o andamento do processo judicial.

Agora, o histórico da vítima também passa a integrar as investigações sobre sua execução. A Polícia Civil trabalha para identificar os autores do homicídio, esclarecer a motivação do ataque e verificar se o assassinato possui relação com conflitos anteriores, dívidas, disputas comerciais ou outras circunstâncias ainda desconhecidas.

Enquanto os responsáveis permanecem foragidos, equipes policiais realizam diligências, analisam imagens de câmeras de segurança da região e colhem depoimentos de testemunhas na tentativa de reconstruir toda a dinâmica do crime e localizar os envolvidos na execução.

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